segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Rea Bar-Ness

Postado por Daniel Argentino








Ouça a música:"Avazim Hayinu" (Rea Bar-Ness)

2006 - Remember & Forget
Gênero: Jazz Contemporâneo/Middle Eastern Music


Como prometido, continuarei apresentando novidades musicais de Israel. Rea Bar-Ness é baterista/ percussionista, nasceu em 1973, ingressou no mundo da música um pouco tarde, em 1989 começou a tocar na Orquestra Filarmônica de Israel e na Orquestra Sinfônica de Jerusalém. Em 1995 recebeu uma bolsa de estudos e mudou-se para Berlim, ficou por lá durante sete anos, tocou em diferentes orquestras e conjuntos de música contemporânea. Anos mais tarde mudou-se para Nova York, acabou se envolvendo com música afro-cubana e se rendendo definitivamente ao mundo do jazz. Quando retornou para Israel, Rea Bar-Ness começou a trabalhar em sua própria música, com a bagagem musical que adquiriu, acabou combinando elementos de jazz clássicos com a música oriental.

Em seu primeiro álbum “Remember & Forget” (2006), Rea Bar-Ness demonstra todo seu conhecimento musical, a sonoridade é maravilhosa, soa diferente de tudo que estamos acostumados a ouvir no meio jazzístico, ainda mais pelos elementos da música oriental misturados sutilmente ao jazz clássico. Destaque para as faixas, “And If At All ...”, “Avazim Hayinu” – que começa com uma introdução feita com o Oud, instrumento de cordas típico do Oriente –, “Shuluka“ e “Tachlless”. O time de músicos que o percussionista reuniu para seu álbum de estréia é simplesmente genial, começando por Avishai Cohen, que apesar de ser um dos melhores baixistas do mundo, ele participa tocando trompete, Armos Hoffman (guitarra e Qud), Omri Mor (piano), Omer Avital (baixo), Gilard Abro (baixo) e Asaf Yuria (sax tenor). “Remember & Forget” é um álbum obrigatório para os amantes e apreciadores do jazz, ainda mais em se tratando de uma promessa do jazz, mal posso esperar pelos próximos trabalhos desse músico extraordinário.

Boa Audição !

Track List

1. And If At All ...
2. Avazim Hayinu
3. Intensity
4. Haj Ahmad
5. Shuluka
6. Kineret
7. Tachlless
8. Linda

Amos Hoffman - (Guitarra e Oud)
Omri Mor - (Piano)
Omer Avital - (Baixo: faixas - 1,4,5,8)
Gilad Abro - (Baixo: faixas - 2,3,6,7)
Avishai Cohen - (Trompete)
Asaf Yuria - (Sax Tenor)
Rea Bar-Ness - (Bateria e Percussão)

- PARTE 1

- PARTE 2

Site Oficial: Rea Bar-Ness
MySpace: Clique Aqui

sábado, 21 de novembro de 2009

KISS

Postado por Daniel Argentino

2009 - Live In Cleveland (Bootleg)
Gênero: Hard Rock/Rock'n'Roll


Durante muito tempo mantive um certo preconceito em relação aos bootlegs, em sua maioria eram gravações de péssima qualidade e por não ter o entendimento do que um bootleg representava.

Para quem não sabe, ou nunca ouviu essa palavra, bootleg são gravações não autorizadas ou não oficiais de áudio ou vídeo de um músico, podem ser entrevistas ou materiais inéditos. Podem ser gravados do rádio, televisão ou de um show ao vivo, os meios mais comuns são: Gravação do Som Ambiente do Auditório é quando o audio é captado por alguem que está presente no show, por meio de um gravador portátil. Gravação da Mesa de som, o próprio nome diz, quando o áudio é captado e gravado direto da mesa de som, devido a equipamentos profissionais, a qualidade é bem superior. E por fim a Gravações de Rádio, quando o áudio é captado durante a transmissão, Ao contrário das gravações de mesa de som, estes têm uma mistura apropriada, com o baixo presente e o som da platéia bem definido. Já as gravações de Pre-FM são feitas dos CDs ou fitas DAT que se usaram para transmitir a apresentação; a qualidade destes bootlegs é geralmente melhor, pois não há nenhuma perda durante a transmissão. (Fonte: Wikipedia).

Bom depois dessa explicação básica sobre bootleg, nada mais justo do que postar um. Com o tempo finalmente comprei a ideia dos bootlegs, por tudo que ele proporciona ao fã, inclusive já postei alguns aqui no Blog Jazz e Rock.

“Live In Cleveland” (2009) faz parte da turnê Alive 35 do KISS, confesso que estou viciado nesse tipo de gravação, ainda mais depois que conheci o Blog - Bootlegs Kiss – que contém um acervo gigantesco de bootlegs de shows da banda. O acervo reúne shows desde 1973 até os dias atuais, é uma viagem no tempo e sem falar que ouvir a performance do KISS no palco é ainda melhor. “Live In Cleveland” reúne boa parte dos clássicos da banda e que foram tocados durante a turnê, entre eles, “Deuce”, “Strutter”, “Got To Choose”, “Nothing To Lose”, “Black Dimmond”, “Lick It Up”, “Shout It Out Loud”, “Rock’n’Roll All Nite”, em meio ao show a banda ainda apresenta a música “Modern Day Delilah”, que faz parte do lançamento “Sonic Boom”(2009). Enfim, não tem muito o que dizer sobre um bootleg, a não ser sobre a performance impecável de Paul, Gene, Tommy e Eric, o KISS está mais vivo do que nunca !!

Não esqueça de conferir o acervo do: Bootlegs Kiss

Boa Audição !!

CD 1

01. Deuce
02. Strutter
03. Let Me Go, Rock N' Roll
04. Got To Choose
05. Modern Day Delilah
06. Hotter Than Hell
07. Nothin' To Lose
08. C'mon And Love Me
09. Parasite
10. She
11. Watchin' You

CD 2

01. 100, 000 Years
02. Black Diamond
03. Rock N' Roll All Nite
04. Shout It Out Loud
05. Lick It Up
06. I Love It Loud
07. Cold Gin
08. Love Gun
09. Detroit Rock City

- PARTE 1

- PARTE 2

Créditos: Bootlegs Kiss

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Squirrel Nut Zippers

Postado por Daniel Argentino








Ouça a música: "It Ain't You" (Squirrel Nut Zippers) - "Lost At Sea"

Após um período de nove anos sem lançamentos, o Squirrel Nut Zippers volta à ativa em 2009, com o primeiro álbum ao vivo da banda, “Lost At Sea”. O show foi realizado no Southpaw, no Brooklyn, Nova York, o set list nada mais é que os maiores hits da carreira da banda. O ultimo álbum lançado pela banda foi “Bedlam Ballroom” (2000), e após uma série de conflitos a banda acabou se separando. Tom Maxell , um dos mais influentes membros, que escreveu entre as várias canções o maior hit “Hell”, não faz mais parte da banda. Nesse período muita coisa aconteceu, todos os membros partiram de alguma forma para projetos pessoais.

O lançado do álbum ao vivo “Lost At Sea”, são 17 faixas que soam como uma tentativa de trazer a tona o sucesso que o Squirrel Nut Zippers já conseguiram, afinal são mais de 3 milhões de álbuns lançados durante a carreira, as músicas ao vivo soam ainda mais divertidas, descontraídas e claro nos remete ao passado glorioso da banda. Entre os destaques, a faixa de abertura “Memphis Exorcism”, um instrumental bem interessante, faz parte do álbum “Hot”(1996), “Good Enough for Grandad” é uma música típica de Nova Orleans , a música fala sobre a reverência ao passado, mesmo vivendo em um mundo moderno. Katherine Whalen faz sua primeira participação na música “It Ain’t You” e depois em “Prince Nez”, ambas sensacionais. “Put a Lid on It” é um clássico que foi lançado no álbum “Hot”. “Danny Diamond” é outra música que merece destaque, faz parte do álbum “The Inevitable”(1995). A canção “Suits Are Picking Up the Bill” foi gravada no album “Perennial Favorites” (1998). “Bad Businessman” e o classic dos clássicos “Hell” também foram lembrados no show, ambos fazem parte do álbum “Hot” (1996).

“Lost At Sea” será o ponto de partida para uma nova fase de sucessos da banda, e nada melhor do que celebrar todos esses anos com um lançamento desse porte, e sem dúvida não vai demorar muito até um material inédito anunciando definitivamente a volta do Squirrel Nut Zippers. Enquanto isso, nada impede que você conheça melhor os álbuns da banda, todos excelentes por sinal.

Boa Audição !

2009 - Lost At Sea
Gênero: Jazz Swing



Track List

01. Memphis Exorcism
02. Good Enough for Grandad
03. It Ain’t You
04. Prince Nez
05. Put a Lid on It
06. Fat Cat Keeps Getting Fatter
07. Danny Diamond
08. Suits Are Picking Up the Bill
09. My Drag
10. Happens All the Time
11. Bad Businessman
12. Hell
13. Ghost of Stephen Foster
14. You Are My Radio
15. Blue Angel
16. Do What
17. Missing Link Parade



Site Oficial: Squirrel Nut Zippers

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Oz Noy

Postado por Daniel Argentino

2009 - Schizophrenic
Gênero: Jazz-Rock/Funk/Fusion


Peço aos leitores que prestem atenção nas futuras postagens do Blog Jazz e Rock, estou com um material de músicos israelenses, minha vontade era postar tudo de uma vez, mas como não é possivel, vou apresentando aos poucos, espero que apreciem (sem moderação) as novidades.

Oz Noy é um guitarrista de Israel, que começou sua carreira profissional aos 13 anos de idade tocando, jazz, blues, pop e rock. Aos 16 anos Oz já estava tocando com os principais músicos israelenses e aos 24 anos foi considerado um dos melhores guitarristas do país. Chegou em Nova York em 1996, onde teve um excelente reconhecimento entre os músicos locais, com seu som único que mistura um pouco do rock, blues, funk e jazz, aliada as composições bem elaboradas. Em 2003 lançou seu primeiro álbum solo "Oz Noy Live" acompanhado de Anton Fig e Keith Carlock na bateria, Reggie Washington, James Genus e Will Lee no baixo. Em 2004 assina com o selo “Magna Carta” e lança, em seguida, seu segundo CD intitulado “Ha!”.Em 2007 lança seu terceiro álbum “Fuzzy”, considerado um dos melhores da sua carreira.

“Schizophrenic ” (2009) é o seu mais recente trabalho, a diferença desse álbum em relação aos outros, é que dessa vez Oz traz uma sonoridade digamos mais tradicional, parece que o objetivo do músico foi o de buscar novos horizontes pra sua música, de maneira mais madura musicalmente, com a intenção de atrair novos fãs. O time de músicos que acompanharam Oz nesse trabalho é de primeira, Will Lee (baixo), Anton Fig (bateria), Keith Carlock (bateria) , Dace Weckl (bateria), Ricky Peterson (teclado), Chris Palmaro (teclado) e Steve Lukather (guitarra), como vocês perceberam existem três bateristas e dois tecladistas, isso significa que a formação varia de uma música para outra, uma sacada bem interessante por sinal.

Destaque para a faixa de abertura “Ice Pick”, nessa música é possivel notar uma sonoridade pop um pouco mais forte da usada nos álbuns anteriores. “120 Heart Beats” é certamente a música mais comercial que Oz já produziu, tem a participação do guitarrista Steve Lukather, o riff distorcido durante a música é dele , já na música titúlo “Schizophrenic”, Lukather aparece com uma guitarra bem mais pesada, entre as levadas de funk de Oz Noy, na mesma faixa tem um duelo de solos de bateria entre Anton Fig e Carlock Keith. “Seven” e “Underwater Romance” são as duas baladas do álbum, com um jazz mais suave, um som excelente, que convida o ouvinte a viajar a cada nota. Em "Elephant Walk" e "Jelly Blue", Oz mostra uma pegada voltada para o blues, alias isso é uma das qualidades do guitarrista, a improvisação e a sua vasta bagagem músical, e por que não dizer um espírito digamos aventureiro e com liberdade de criação, é isso que ele passa atráves da sua música.

Boa Audição !

Track List

01. Ice Pick
02. 120 Heart Beats
03. Seven
04. Schizophrenic
05. Elephant Walk
06. Twice in a While
07. Jelly Blue
08. Underwater Romance
09. Bug Out.



Oz Noy Trio - "Just Groove Me" (Oz Noy, Dave Weckl & Will Lee)


MySpace Oficial: Oz Noy

domingo, 15 de novembro de 2009

Dave Weckl Band

Postado por Daniel Argentino

2005 - Multiplicity
Gênero: Jazz Fusion/Funk


Dave Weckl é sem dúvida um dos melhores bateristas que eu já ouvi tocar, possue uma técnica precisa, afinal é dono de um talento inquestionável. Eu já tive a honra de apresentar o som dele para vocês, na época eu postei o álbum “Transition” (2000), para quem ainda não o conhece, Dave é natural de Saint Louis e começou a tocar bateria com apenas 7 anos de idade, mais tarde mudou-se para Nova York onde alcançou uma excelente reputação nos clubes. Gravou com grandes nomes da música mundial, fez parte do grupo de Chick Corea, o “Chick Corea Eletric Band” e do “Chick Corea Akoustic Band”.

“Multiplicity” (2005) é o trabalho mais recente do baterista, são apenas 9 faixas, porém com um diferencial, nesse álbum Dave reúne toda bagagem músical que conseguiu em 25 anos de carreira. É uma grande mistura de referências musicais, desde o tempo em que tocava com Chick Corea. Os músicos que acompanham Dave neste trabalho são fantásticos, começando pelo tecladista Steve Weingart e Gary Meek, que colaboram e muito nas composições, Ric Fierabracci (baixista), que toca em quatro faixas e o também baixista Tom Kennedy, que é um parceiro antigo de Dave.

“Multiplicity” é um excelente trabalho, jazz fusion aliado ao funk, apesar da batera ser o som predominante, vale prestar atenção nas linhas do baixo, simplesmente arrazadoras. A sonoridade do álbum é bem variada por que reuniu diversas fases da carreira de Dave. Destaque para as faixas “Watch Your Step”, “Vuelo”, uma música com ritmos latinos e a música que contém uma pegada voltada para o funk, “What It Is”. Boa Audição !!

Track List

01. Watch Your Step
02. Elements Of Surprise
03. Vuelo
04. Inner Vision
05. What It Is
06. Chain Reaction
07. Cascade
08. Mixed Bag
09. Down On The Corner



Site Oficial: Dave Weckl

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Aniversário de 2 Anos !

Postado por Daniel Argentino

O “Blog Jazz e Rock” completou 2 anos de “vida”. Quero agradecer a todos os leitores que participam de alguma forma, seja em comentários, sugestões ou na divulgação do blog e também aos ex-colaboradores que ajudaram o blog de uma forma muito especial. Creio que o propósito do blog foi alcançado durante esse período, que é de levar música de qualidade as pessoas, porém de uma forma simples.

Procura-se um colaborador !

O blog entra no seu 3º ano de atividade, com algumas dificuldades é verdade, aproveitando o espaço, quero dizer que estou procurando um novo colaborador. Procuro uma pessoa que assuma um compromisso verdadeiro, para não acontecer de começar e depois parar e claro que goste desse “universo” dos blogs. Além do mais o novo colaborador precisa “respirar” música, e se possivel curtir os estilos que são postados aqui no blog. O novo colaborador poderá fazer suas próprias postagens, terá uma conta registrada aqui no Jazz e Rock para isso.

Se alguém se interessar, favor entrar em contato ok ?

Blog.jazzerock@hotmail.com

Abraço !

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Bruce Dickinson

Postado por Daniel Argentino








Ouça a música: "Silver Wings" (Bruce Dickinson)


Bruce Dickinson é sem sombra de dúvidas um dos melhores vocalistas de heavy metal de todos os tempos – e olha que não é exagero da minha parte não – ele que ficou mundialmente famoso por ser o frontman da banda Iron Maiden, abandonou o posto em 1993 para seguir carreira solo, o resultado não poderia ser outro, heavy metal do mais alto nível.

“The Best of Bruce Dickinson” é uma coletânea lançada em 2001 e que abrange alguns álbuns da carreira do vocalista, são eles: “Tattooed Millionaire (1990) “, “Balls To Picasso” (1994), “Alive in Studio A (1995), “Skunkworks” (1996), “Accident of Birth” (1997), “The Chemical Wedding” (1998) e “Screm for me Brazil” (1999). Além disso, a coletânea apresenta duas músicas inéditas, “Broken” e “Silver Wings” – a letra é baseada em um dos temas preferidos de Bruce, combates aéreos na Segunda Guerra – seria tipo as músicas “Aces High” ou “Tailgunner” do Iron.

No disco um, o álbum “Tattoed Millionaire” vem representado na coletânea pelas músicas, “Born in 58” e a faixa titulo . Já o “Alive in Studio” vem com a versão ao vivo da música “Laughing in the Hiding Bush” – tocada em São Paulo – já na versão original ela faz parte do álbum “Balls to Picasso”. A música “Tears Of The Dragon” – um dos clássicos da carreira solo do Bruce – representa o álbum “Balls to Picasso”, que sem dúvida é um dos melhores álbuns dele. “Back From The Edge” representa o álbum “Skunkworks”. O álbum “Accident Of Birth” está representado por quarto faixas, entre elas a faixa titulo e “Darkside of Aquarius”, “Road to Hell” e “Man Of Sorrows”. “The Chemical Wedding” tem apenas duas faixas na coletânea, “Chemical Wedding” e “Book Of Thel” – na versão ao vivo que foi retirado do álbum “Scream For Me Brazil" - na minha opinião poderiam ter explorado melhor as faixas desse álbum, já que ele é considerado um verdadeiro clássico do Bruce.

O disco 2 é uma espécie de CD bônus, já o próprio Bruce prometeu lançar um álbum chamado “Catacombs”, que seria recheado de material raro, apesar da expectativa a idéia não foi pra frente, porém ele mesmo fez questão de levantar novamente a idéia e que acabou se transformando no CD 2. É um cd repleto de raridade, desde a versão original da música “Bring Your Daughter To The Slaughter”, “Wicker Man” – que não tem nada a ver com a música do álbum “Brave New World” – essa em questão foi gravada durante as seções do álbum “Accident of Birth”, já a canção “Acoustic Song” é sem dúvida uma das melhores baladas feitas por Bruce em toda sua carreira, seja ela solo ou no Iron Maiden, “Jerusalém”, que seria incluída no álbum “Scream For Me Brazil”, mas ficou de fora e “Dracula”, que foi o registro da primeira gravação feita por Bruce no estúdio em meados de 1977. A faixa “The Voice Of Crube” nada mais é que o próprio Bruce Dickinson falando sobre cada canção do CD, vale a pena para quem entende inglês com facilidade – o que não é meu caso – (risos).

Enfim, “The Best Of....” pode ter sido uma grande jogada de marketing, afinal muitos dos fãs do Iron Maiden não acompanharam a carreira solo do Bruce e a coletânea pode ser um atrativo para conquistar os fãs, por outro lado, ouvir o Bruce Dickinson cantando é sempre bom, ele sabe fazer heavy metal como ninguém, sendo que durante sua carreira solo ele pode explorar coisas que digamos não poderia a frente do Iron, seja novas técnicas no vocal e até mesmo a sonoridade, já que tem uma variação de um álbum para o outro . Outro ponto que gostaria de ressaltar é sobre a formação, durante os álbuns o próprio Bruce optou por uma quantidade razoável de músicos, então não pense que são os mesmos ok? Entre os que conheço, posso citar estão os guitarristas Roy Z, Adrian Smith e Janick Gers.

Boa Audição !

2001 - The Best Of Bruce Dickinson...
Gênero: Heavy Metal



CD 1

01. Broken
02. Tattooed Millionaire
03. Laughing In The Hiding Bush (live)
04. Tears Of The Dragon
05. The Tower
06. Born In '58
07. Accident Of Birth
08. Silver Wings
09. Darkside Of Aquarius
10. Chemical Wedding
11. Back From The Edge
12. Road To Hell
13. Book Of Thel (live)

CD 2

01. Bring Your Daughter... To The Slaughter (Soundtrack version)
02. Darkness Be My Friend
03. Wicker Man (Recorded '1997)
04. Real World
05. Acoustic Song
06. No Way Out...Continued
07. Midnight Jam
08. Man Of Sorrows
09. Ballad Of Mutt
10. Re-Entry
11. I'm In A Band With An Italian Drummer
12. Jerusalem (live)
13. The Voice Of Crube (spoken)
14. Dracula

- CD 1

- CD 2

Site Oficial: Bruce Dickinson

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

KISS

Postado por Daniel Argentino



Não existe jeito melhor de fazer uma resenha de um álbum do KISS, do que escrever ouvindo o som da banda. “Sonic Boom” não é um simples lançamento, afinal desde o álbum “Psycho Circus” (1998), a banda não lançava um material inédito, lá se foram 11 anos de pura expectativa. Ninguém gosta de esperar tanto tempo assim, mais talvez esse tempo se fizesse necessário, tempo que você esquece depois que começa a ouvir “Sonic Boom”.

Apesar de novo, “Sonic Boom”, soa como um verdadeiro clássico, com a sonoridade inconfundível do KISS, o álbum reúne um pouco de cada fase da banda, desde o rock and roll clássico, passando pelo hard rock e uma pitada nada exagerada de heavy metal, estilos que ficaram marcados na carreira do Kiss em álbuns como “Animalize”, “Lick It Up” e “Carnival of Souls”, entre outros, está nesse novo trabalho, talvez isso tenha sido a melhor jogada da banda na criação do novo álbum, realmente valeu a espera.

O álbum começa com explosiva faixa “Modern Day Delilah” – que foi o primeiro single do álbum – a música vem carregada com riffs pesados e um solo digno de clássico do KISS, sem falar do vocal de Paul Stanley, que continua inconfundível. O baixista Gene Simmons aparece como vocalista nas faixas “Russian Roulette”, relembrando os bons tempos de “Deuce”, claro guardadas as devidas proporções do clássico, "Yes I Know (Nobody's Perfect)" é o que podemos dizer de canção típica do Kiss, “Hot And Cold” cantada por Gene e que tráz um solo muito bem elaborado por Tommy Thayer, a faixa “I'm An Animal” é definitivamente a cara de Simmons, principalmente pela letra juntamente com um instrumental pesado e por fim “Stand" que é cantada por Gene e Stanley, uma faixa que nos remete aos tempos de "Shout It Out Loud", é a música mais longa do álbum, o refrão é grudento, a sonoridade perfeita, porém sem grandes pretensões. O baterista Eric Singer mostra seu potencial como vocalista na faixa “All For The Glory”, a música é composta por Paul Stanley, vem marcada por uma linha de baixo interessante e com riffs pesados, o vocal de Eric lembra um pouco o do ex-baterista Peter Criss. Outro momento interessante do álbum é a participação do guitarrista Tommy Thayer nos vocais na música “When Lightning Strikes" e creio que surpreendeu os fãs mais exigentes do Kiss, afinal ficamos acostumados em ouvir o ex-guitarrista Ace Frehley cantando, mais longe de comparações, Tommy fez uma excelente participação. “Danger Us” é uma faixa que não poderia deixar de comentar, cantada por Stanley, ela vem carregada de rock’n’roll, uma música que sem dúvida será lembrada durante os shows da banda, riffs e solos empolgantes e a bateria impecável de Eric Singer. A faixa “Say Yeah” composta pro Stanley, Gene e Eric Singer, pode ser considerada a melhor do álbum, uma música que tem tudo para ser um clássico do Kiss, agradável de ouvir, marcante e com um refrão grudento ao extremo, que nos remete novamente aos bons tempos de Kiss, que parece ter voltado em grande estilo.

A banda ainda reservou uma surpresa para os fãs, além da versão comum, o álbum foi lançado na versão tripla – versão que está sendo vendida nos EUA pelas lojas Wal-Mart – o pacote traz o CD “Kiss Classics”, que contém 15 sucessos da banda, como “Deuce”, “Calling Dr. Love”, “Rock And Roll All Night”, “Forever”, entre outros, e ainda um DVD “Live in Buenos”, show da mesma turnê que passou pelo Brasil no mês de abril. Aqui no Blog Jazz e Rock, estarei postando o álbum “Sonic Boom” e o CD com os clássicos que foram regravados, já o DVD eu fico devendo (risos).

“Sonic Boom” está longe de ser um simples lançamento - como disse no inicio da resenha-, é mais do que isso, depois de 11 anos a banda ressurge no cenário musical com um trabalho magnífico, digno de aplausos e que nos faz pensar que esse tempo todo sem um material inédito foi apenas um detalhe e ver Paul, Gene, Eric e Tommy trabalhando em um projeto novo é algo satisfatório para qualquer fã, e saber que a banda conseguiu realizar um trabalho digno e que reúne o melhor do Kiss, fazer o que mais sabe: compor clássicos. O Kiss apostou em músicas bem elaboradas, porém carregadas de simplicidade, músicas que serão cantadas por estádios lotados mundo a fora.

Boa Audição !!

2009 - Sonic Boom
Gênero: Hard Rock




Track List

01. Modern Day Delilah
02. Russian Roulette
03. Never Enough
04. Yes I Know (Nobody's Perfect)
05. Stand
06. Hot And Cold
07. All For The Glory
08. Danger Us
09. I'm An Animal
10. When Lightning Strikes
11. Say Yeah



Kiss Clássicos (CD Bônus)

01. Deuce
02. Detroit Rock City
03. Shout It Out Loud
04. Hotter Than Hell
05. Calling Dr. Love
06. Love Gun
07. I Was Made For Lovin' You
08. Heaven's On Fire
09. Lick It Up
10. I Love It Loud
11. Forever
12. Christine Sixteen
13. Do You Love Me?
14. Black Diamond
15. Rock And Roll All Nite

(PARTE 1)

(PARTE 2)

Kiss "Say Yeah" (Live in Atlanta - 26/10/2009)


Site Oficial: KISS

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Stanley Jordan

Postado por Daniel Argentino

2008 - State of Nature
Gênero: Jazz


“State of Nature” é o mais recente trabalho do guitarrista de jazz Stanley Jordan, depois de 10 anos sem um lançamento, ele que andava muito ocupado com estudos sobre terapia musical, na produção de discos e de livros sobre o assunto . Dono de uma técnica invejável, que lhe permite tocar melodia e acordes ao mesmo tempo, criando uma espécie de cascata sonora, se é que posso dizer assim, já que sou um leigo no assunto. Jordan esteve muito bem acompanhado para a gravação desse álbum, com o trio básico integrado pelo excelente baixo de Charnett Moffett e a bateria de David Haynes, exibe sua técnica em um set list que varia entre Standards e composições originais. Destaque para as faixas, “A Place in Space”, uma música muito bem arranjada e com um som digno de aplausos, já em “Mozart's Piano Concerto #21 (Andante in F Major)”, Jordan demonstra por que é um guitarrista reconhecido mundialmente, usando o “tapping”, uma técnica que usa as mãos sobre o braço do instrumento como um piano, ele simplesmente detona. O álbum ainda reserva belas surpresas, como a música “Insensatez” – de Tom Jobim – que é executada de forma excepcional por Jordan, ele que é um fã declarado da música brasileira, o guitarrista ainda apresenta os Standards “All Blues” de Miles Davis e “Song for My Father” de Horace Silver, que até certo ponto parece ser algo batido, sabe regravar standarts do jazz, mais quando o assunto é Stanley Jordan isso fica fora de questão, ele consegue dar o seu toque genial em canções já consagradas, "Shadow Dance" é na minha opinião uma das melhores do álbum, soa a perfeição em todos os sentidos, do início ao fim e por fim a faixa “Steppin’Out” de Joe Jackson, em que Stanley se apresenta ao lado da sua filha Julia, alias, é ela quem faz a parte da vocalização.

Enfim, Stanley Jordan pode sim, ser considerado um gênio, sua guitarra fala por si, cada nota soa perfeitamente, imponente e elegante, o tema principal é a natureza, a música nos leva a uma reflexão, uma idéia única, a de cuidar do meio ambiente em meio à ação destrutiva do ser humano, por coincidência ou não, “State of Nature” foi lançado dia 22 de Abril (Dia da Terra), e digo mais, com esse álbum Stanley consegue passar sua mensagem, algo que muitas vezes por outros meios não seria possível.

Boa Audição !

Track List

01. A Place in Space
02. All Blues
03. Forest Garden
04. Insensatez (How Insensitive)
05. Mozart's Piano Concerto #21 (Andante in F Major)
06. Song For My Father
07. Mind Games
08. Ocean Breeze
09. Healing Waves
10. Mind Games
11. Shadow Dance
12. Mind Games
13. Prayer For The Sea
14. Steppin' Out



Stanley Jordan' s Trio "Insensatez (How Insensitive)" (Live in Sant 'Anna Arresi Jazz 2009)


Site Oficial: Stanley Jordan

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

León Gieco

Postado por Daniel Argentino

1973 - León Gieco
Gênero: Folk Rock


Conheci o som do León Gieco através do Blog do Lenhador ; ele que é cantor e compositor argentino, natural da provincia de Santa Fé, conhecido por misturar o gênero folclórico com o rock, suas canções são caracterizadas pelas conotações sociais e politicas em favor dos direitos humanos. Espero que gostem... Boa Audição !

Track List

01. En el país de la libertad
02. Déjame que te sienta
03. Cada día somos más
04. Seamos todos caballos
05. Hombres de hierro
06. María del campo
07. Todos los caballos blancos
08. Campesinos del norte
09. Soles grises y mares rojos
10. La colina sobre el terciopelo



Site Oficial: León Gieco

Créditos: Blog do Lenhador


By Dicas Blogger e Códigos Blog