O Primal Rock Rebellion, projeto paralelo do guitarrista Adrian Smith, divulgou seu primeiro vídeo clipe. A música escolhida para o vídeo foi "No Place Like Home". O projeto traz a parceria do guitarrista do Iron Maiden, com o frontman do SikTh, Mikee Goodman.
Para quem não estava acompanhando, o anuncio foi cercado de expectativas, até porque foi divulgado no site oficial do Iron Maiden, com isso todo mundo pensou que se tratava de algo relacionado a Donzela, porém o comunicado era referente ao novo projeto do guitarrista Adrian Smith. No site oficial do projeto, diz que o álbum funde as abordagens musicais únicas e bastante diferentes de seus membros. Adrian também toca baixo em todo o álbum e todas as canções foram co-escritas pelo guitarrista do Iron Maiden e Mikee.
Adrian Smith comentou o anúncio do novo projeto: "Foi interessante fazer este álbum com Mikee e uma das principais razões foi porque temos influências muito diferentes. Fiquei muito feliz com o resultado. Tem um sabor de novidade." Mikee Goodman explica: "Esse álbum vai te levar em uma jornada realmente profunda e variada, tanto música quando liricamente. Adrian e eu fomos muito abertos a experimentar com estilos musicais e influências, e achamos que isso acabou gerando algo novo e empolgante."
Outros músicos também contribuíram nas gravações do álbum, entre eles: Abi Fry (Bat For Lashes) e o também membro do SikTh, o baterista Dan 'Lord' Foord, entre outros.
Abaixo o player com a música "I See Lights", a primeira a ser divulgada na internet.
1998/2005 - The Chemical Wedding [Expanded Edition] Gênero: Heavy Metal
Existem álbuns na história do rock que marcam época devido a sua qualidade. The Chemical Wedding (1998) é o sexto álbum na carreira solo do vocalista Bruce Dickinson, ele que ficou mundialmente conhecido por ser o frontman da banda Iron Maiden. Para quem não sabe, depois do álbum “Fear of The Dark”, Bruce saiu da banda e partiu para carreira solo e seu primeiro trabalho foi “Tattoed Millionaire”, depois em 1999 ele retornou a banda, porém continuou com seu projeto solo. Este álbum foi lançado em 1998, esta versão que está sendo postada é a que foi relançada em 2005 (com algumas faixas bonus).
The Chemical Wedding (1998) é considerado um álbum épico, por que Bruce chega na sua melhor forma como vocalista, o som segue a mesma linha dos outros trabalhos do vocalista, porém com um heavy metal mais pesado. Com uma temática inspirada pelas obras do pintor e poeta inglês William Blake, muitas das músicas contem trechos dos manuscritos do poeta, um exemplo é a voz baixa no início da música “Machine Men”, depois da primeira estrofe, é o próprio Bruce que lê os trechos das páginas amarelas, outro ponto forte é arte gráfica, todas pintadas por Willian Black e que foram digitalizadas e usadas no encarte, o trabalho foi gravado com a participação do guitarrista do Iron Maiden Adrian Smith, do compositor, produtor e guitarrista Roy Z, além de Eddie Cassilas no baixo e Dave Ingraham na bateria. Destaque para as músicas, “Chemical Wedding”, “The Tower” (Adrian simplesmente detona nos solos), “Book Of Thel”, “Machine Man” (fala sobre a mecanização dos sentimentos humanos e que aos poucos a humanidade está sendo conhecida apenas como números) e por fim “The Alchemist” que fecha esse excelente trabalho com chave de ouro. O álbum é excelente, musicalmente e para quem gosta de ir a fundo na história que existe nas letras, Bruce mostra que não é apenas um vocalista comum, alias nunca foi e consegue provar com trabalhos excelentes e marcantes. Bruce Dickinson merece respeito de todos os fãs do heavy metal.
Track List
01. King in Crimson 02. Chemical Wedding 03. Tower 04. Killing Floor 05. Book of Thel 06. Gates of Urizen 07. Jerusalem 08. Trumpets of Jericho 09. Machine Men 10. Alchemist 11. Return Of The King [Bonus Track] 12. Real World [Bonus Track] 13. Confeos [Bonus Track]
Bruce Dickinson - Vocal Adrian Smith - Guitarra Roy Z. - Guitarra Eddie Casillias - Baixo David Ingraham - Bateria
Bruce Dickinson - "King in Crimson" (Live in São Paulo)
1969 - The Allman Brothers Band Gênero: Southern Rock
The Allman Brothers Band, um dos pilares do Southern rock. Não há muito o que falar sobre os caras, e por mais que se fale nunca é o suficiente. Então sem mais delongas trago até vocês um registro histórico do Allman Brothers, o álbum debut lançado em 1969. Na formação original o guitarrista Duane Allman, na voz/órgão Gregg Allman, o guitarrista Dickey Betts, o baixista Berry Oakley, o baterista Butch Trucks e o percussionista Jai Johanny Johanson. Apesar da preciosidade do álbum, ele atingiu um numero baixo nas vendas na época. No repertório sete composições e a genialidade na arte do improviso dos músicos. Destaque para o instrumental que abre o álbum, “Don't Want You No More”, “It’s Not My Cross To Bear” que começa com um solo primoroso do Duane Allman, “Dreams” uma música bem característica da banda, com pouco vocal e muito instrumental, e por fim “Whipping Post”, com uma pegada impecável e um instrumental muito bem trabalho, marca registrada da banda. Boa Audição.
Track List
01. Don't Want You No More 02. It's Not My Cross To Bear 03. Black Hearted Woman 04. Trouble No More 05. Every Hungry Woman 06. Dreams 07. Whipping Post
The Allman Brothers Band - "Don't Want You No More"
Título: As Esganadas Escritor: Jô Soares Gênero: Romance Policial Lançamento: 2011 Páginas: 262 páginas Acabamento: Brochura Editora: Companhia das Letras
Se hoje sou um leitor assíduo, devo isso aos livros do Jô Soares, em especial ao seu best-seller “O Xangô de Baker Street”, que despertou em mim o gosto pela leitura. Em todos os seus romances, Jô Soares se mostrou um escritor hábil com palavras e acima de tudo um grande fazedor de tipos. O mesmo posso dizer sobre a trama de seus livros, quem já os leu, sabe disso, Jô Soares tem todo um cuidado na hora de escolher o pano de fundo para suas histórias, porém segue uma fórmula muito conhecida, a de misturar fatos reais e fictícios.
Em As Esganadas, o seu novo romance, Jô Soares leva o leitor de volta ao Estado Novo e traz para a trama fatos e personagens históricos, que se misturam com seus novos personagens. Diferentemente dos outros romances, onde o assassino é revelado nas últimas páginas, no seu novo romance, onde também há um serial killer, ele é desmascarado com todos os detalhes sórdidos logo nas primeiras páginas. Seu nome é Caronte, um homem mais do que magro e que serviria de modelo para uma caricatura da morte. Herdou do pai a funerária Estige, a mais conhecida e requintada da cidade. Caronte não é um serial killer qualquer, pois não mata deliberadamente, pelo contrário, tem como alvo principal as gordas. As motivações que o leva a mata-las e a forma como as atraí para a morte também são citadas nas primeiras páginas. Além do já conhecido serial killer, no decorrer da trama encontramos outros personagens marcantes e que juntos serão os responsáveis para desvendar a onda de crimes que assola a cidade e que passa a ser chamada pela imprensa como o “Caso das Esganadas”. São eles, o delegado Mello Noronha, um sujeito mal humorado e desleixado, o policial Valdir Calixto, subordinado de Noronha e sempre atrapalhado com as palavras, o ex-detetive português especialista em dedução e em doces portugueses Tobias Esteves e a bela e destemida jornalista e fotógrafa Diana Talles.
Como em uma jogada de mestre Jô Soares consegue prender a atenção do leitor, que mesmo sabendo quem é o assassino e o motivo que o leva a matar sem piedade as gordas, sempre com requintes inimagináveis de crueldade, também se vê abismado e muitas vezes rindo por causa das peripécias da policia na tentativa quase desesperada de capturar o assassino. Ao final das 258 páginas, como bem diz Luis Fernando Verissimo, na contracapa do livro, a trama o deixará horrorizado e ao mesmo tempo com fome e depois da leitura os pastéis de Santa Clara jamais significarão o mesmo.
Back Door Slam tinha tudo para ser uma banda de blues rock bem sucedida no cenário musical, principalmente pela qualidade que os caras demostraram no álbum debut Roll Away (2007). Porém o trio formado por Davy Knowles (guitarra), Ross Doyle (bateria) e Adam Jones (baixo), não durou o suficiente, já que a banda chegou ao fim em 2009, para tristeza dos amantes da boa música. Apesar disso, o guitarrista Davy Knowles decidiu seguir projeto solo, porém manteve o nome da banda, surgindo assim o Davy Knowles & Back Door Slam, formada pelos músicos PK (baixo), Steven Barci (bateria) e Ty Bailie (teclados). Essa formação atual já rendeu o excelente álbum Comming Up For Air (2009), que recomendo para quem quiser conhecer melhor o trabalho dos caras.
Gravado em 2008 e lançado no ano seguinte, o álbum Live From Bonnaroo é o único registro ao vivo dos caras e mostra mais uma vez a qualidade da banda quando o assunto é blues rock. Com Davy Knowles na guitarra/voz, Adam Jones no baixo e Ross Doyle na bateria, a banda subiu ao palco com a formação original e trouxe um repertório recheado de clássicos do blues e com músicas do primeiro e segundo álbum da banda. O show começa a todo vapor uma sequencia de três músicas do álbum debut, os blues rock "Outside Woman Blues" e "Heavy On My Mind", e o blues "Gotta Leave", uma canção bem Zeppeliana. Na sequencia a banda rende uma homenagem ao rei do blues, B.B.King, com a música "Riding With The King", diga-se de passagem uma interpretação impecável, com um solo inspiradíssimo do Davy Knowles. Outro destaque fica por conta da música "Almost Cut My Hair" de David Crosby. "Come Home" é sem dúvida uma das melhores composições dos caras e que estava presente no debut, a pegada dessa música é incrível, com Adam Jones tocando muito. É do bluesman Robert Cray a música "Back Door Slam", que inclusive inspirou o nome da banda. E em se tratando de bons guitarristas, é claro que não poderia deixar de fora Jimmy Hendrix, a música escolhida pela banda é nada mais nada menos que "Red House", sem dúvida um dos pontos altos do show, um blues de tirar o fôlego. O show encerrada com outro cover, dessa vez com a música "Been Down So Long" do The Doors.
Bom não há muito o que dizer da Back Door Slam, a não ser lamentar de certa forma, já que os caras da primeira formação tinham uma carreira promissora pela frente, para a nossa sorte, Davy Knowles decidiu seguir em frente e reformulou a banda. Esse álbum é daqueles que merecem toda a atenção, já que através dele conseguimos relembrar um pouco da história do blues, só que com uma roupagem e uma intensidade diferente. O grande trunfo do Back Door Slam é justamente isso, não se esquecer dos clássicos do blues e ao mesmo tempo investir em novas composições. Sem dúvida uma fórmula que tem tudo para continuar dando certo, com a nova formação. Boa Audição.
Track List
01. Outside Woman Blues 02. Heavy On My Mind 03. Gotta Leave 04. Riding With The King 05. Almost Cut My Hair 06. Come Home 07. Back Door Slam 08. It'll All Come Around 09. Red House 10. Been Down So Long
2008 - Madrugada Gênero: Rock Alternativo/Rock Progressivo
Fala galera do Jazz and Rock!Estou mais uma vez trazendo novidade, que na verdade não é tão novidade assim, já que a banda que vou citar hoje não é nova e nem um pouco conhecida aqui no Brasil.As vezes eu mesma me pergunto de onde eu tiro essas bandas?Mas voltando ao assunto, hoje vou falar da banda Madrugada.É difícil entrar em muitos detalhes, pois não existem muitos sites que falam a respeito nem em inglês e muito menos em português!
O que posso dizer resumidamente é que é uma banda norueguesa formada em Stokmarkness - Noruega em 1999, por Frode Jacobsen (baixo), Sivert Høyem (voz) e Robert Burås (guitarra).A estrutura original da banda foi abalada quando no ano de 2007 o guitarrista Robert Burås foi encontrado morto em seu apartamento deixando um vazio na banda e futuro incerto na carreira dos outros integrantes.
Hoje vou falar do penultimo album lançado, que foi em 2008, entitulado simplesmente como Madrugada.Tem músicas para todos os gostos.Românticas, mais pesadas, com letras mais profundas e as depressivas, como por exemplo a "Valley of Deception".
A faixa que até hoje me chama a atenção, que foi a primeira música deles que ouvi e que considero a melhor do album é a "What's on your mind".A voz de Sivert Høyem é maravilhosa e ele passa sentimento enquanto está cantando, independente de ser gravado em estúdio.Isso ao meu ver!
Outras faixas que dou destaque também são a "Whatever happened to you", que é muito boa, "Look away Lucifer", que gosto muito, a letra é fantástica e a "New Woman New Man", que vale a pena conferir.
Provavelmente com a morte do guitarrista a banda tenha acabado, mas não encontrei em nenhum site notas falando a respeito, e como são da Noruega, se divulgaram alguma coisa, meu norueguês ainda não está nada bom (rs).No myspace não tem datas de shows e nenhuma atualização e pelo jeito foi abandonado.E o site oficial foi desativado.Uma pena, pois era uma banda muito boa.
Espero que gostem! Até mais!
Track List
1. Whatever happened to you 2. The hour of the wolf 3. Look away Lucifer 4. Honey Bee 5. New Woman New Man 6. What's on your mind 7. Highway of light 8. Valley of Deception 9. Our time won't live tha long
2010 - Dirty 'N' Young Gênero: Hard Rock / Rock'n'Roll
Se você curte rock’n’roll com muita pegada, sem frescuras e que aborda temas como mulheres, sexo, diversão e bebidas, a banda alemã Hardbone é a pedida certa. Conheci o som dos caras recentemente enquanto garimpava a internet a procura de novidades. Assim como os australianos do Airbounre, a influência do AC/DC é visível no som do Hardbone. Dito isso, se prepare para ouvir riffs marcantes, solos bem trabalhados e refrões grudentos.
Dirty ‘N’ Young (2010) é o álbum debut dos caras e posso dizer sem medo de errar que tem tudo para cair nas graças dos rockeiros de plantão. A começar pela capa, que traz uma bela morena, um dos motivos que me motivou a dar um crédito ao álbum, e depois pelas músicas é claro. Entre os destaques estão à faixa de abertura “Booze, Blood, Blackout”, a escolha certa para abrir o álbum, explosiva e com riffs marcantes, assim como a voz do Tim Dammann, que se encaixa perfeitamente a proposta da banda e porque não dizer que tem uma pitada do timbre do Brian Johnson, claro, com as devidas proporções. “I Sold My Soul” é a clássica música hard rock, com riffs na medida certa e um refrão muito grudento que diz, I Sold My Soul For Rock’n’Roll, além de um solo primoroso por parte do guitarrista Sebastian Kranke. Na sequencia o Hardbone coloca o ouvinte em êxtase outra vez com a música “Devil’s Bitch”, a pegada dessa música lembra muito o AC/DC e assim como a anterior também tem um refrão muito grudento. A faixa-título “Dirty ‘N’ Young” também não passa sem ser notada, já que é uma das melhores do álbum, vale ressaltar a cozinha perfeita do batera Caine Grandt, o baixista Wolfgang Pohl e o outro guitarrista Tommy Lidemann, prova disso é o instrumental dessa música, uma levada hard rock mais arrastada. Em meio a tanta música de qualidade, não poderia deixar de citar a “Walking Talking Sexmachine”, hardão onde os caras mais uma vez acertaram a mão em todos os sentidos, um instrumental viciante e um refrão grudento. Sem dar tempo pra você recuperar o fôlego, a banda manda mais duas músicas explosivas, “I Don't Care” e “Unlocked 'N' Loaded”.
Apesar de ser uma banda relativamente nova, o que é muito bom, a experiência dos caras mostrada no álbum debut é notável. Seguindo a fórmula do rock’n’roll, que consiste em riffs marcantes, uma boa dose de solos e refrões que fixam na mente do ouvinte logo na primeira audição, não há como negar que o Hardbone teve êxito em todos esses quesitos, além da influência visível do AC/DC. Boa Audição.
Track List
01. Booze, Blood, Blackout 02. Demon In The Glass 03. I Sold My Soul For Rock 'N' Roll 04. Devil's Bitch 05. Doin' Well, Raisin' Hell 06. Dirty 'N' Young 07. Rock 'N' Roll Rebel 08. Hellhouse 09. Walking Talking Sexmachine 10. I Don't Care 11. Unlocked 'N' Loaded
2007 - Good Apollo, I'm Burning Star IV, Volume Two: No World for Tomorrow Gênero: Rock / Metal Progressivo
2012. De volta ao Jazz e Rock com muita música. Estive um pouco ausente nos posts do J&R e gostaria de recomeçar com uma banda que ando escutando bastante desde o show que eles fizeram no Rock in Rio e graças aos vídeos e recomendações do Erik Fillies. Apresento a vocês...
Coheed and Cambria é uma banda americana formada em 1995 em Nova York, e incorpora no seu som não somente rock/metal progressivo, mas também muito de hard e punk rock. Este quarteto que sempre está se modificando, hoje conta com Claudio Sanchez (o "cabeça de xaxim") nos vocais e guitarras, Travis Stever na guitarra rítmica e Josh Eppard na bateria. No baixo hoje a banda com Wes Styles, mas na gravação deste álbum a banda tinha como baixista Taylor Hawkins. A banda conta com cinco álbuns de estúdio, sendo esse ao meu ver o mais bem produzido, e dois DVDs, além de ter "Welcome Home" na série Guitar Hero. O que chama mais a atenção na banda, além do cabelo do Claudio Sanchez, é que ela é do tipo que te faz procurar e se aprofundar em cada significado das músicas pela grande conectividade do conceito.
Toda banda de progressivo tem um, vários ou todos os álbuns baseados em um conceito específico. Desde Rush, Pink Floyd, Yes, Genesis, Dream Theater, enfim... tudo é organizado em cima de um conceito. E com Coheed não é diferente. O vocalista da banda é também é escritor da série de HQs The Amory Wars, que por alguns exemplares que li conseguidos pela Internet é muito boa, e toda a história e o universo fantástico e apocalíptico criado por ele é utilizado nas letras de suas músicas. Até o nome da banda é devido a essa história: ele é formado pelos nomes dos personagens messiânicos da história e pais do personagem principal, Claudio: Coheed Kilgannon e Cambria Kilgannon.
Do álbum pode-se destacar a voz bem aguda de Claudio, que é o letrista principal do álbum tendo colaboração de Travis na epopéia dividida em cinco partes The End Complete, além da qualidade musical dos membros da banda. Recomendo todas as faixas, especialmente "No World For Tomorrow" e "Gravemakers and Gunslingers", faixas que eles reproduziram no show do Rock in Rio, "Feathers", "The Running Free", "Mother Superior" e o capítulo dois da epopéia The End Complete, "Radio Bye Bye". Enfim, espero que curtam esse meu post inaugural de 2012 e BOA AUDIÇÃO!
Track List
01. The Reaping 02. No World for Tomorrow 03. The Hound (of Blood and Rank) 04. Feathers 05. The Running Free 06. Mother Superior 07. Gravemakers and Gunslingers 08. Justice in Murder 09. The End Complete I: The Fall of House Atlantic 10. The End Complete II: Radio Bye Bye 11. The End Complete III: The End Complete 12. The End Complete IV: The Road and the Damned 13. The End Complete V: On the Brink
Quem é leitor assíduo do Blog Jazz & Rock, certamente já leu sobre os irlandeses do The Answer, que na minha humilde opinião é sem dúvida uma das bandas mais fodasticas que surgiu nos últimos anos. E para encerrar o ano com chave de ouro, nada melhor que um post sobre o álbum mais aguardado do ano: Revival (2011).
O The Answer foi formado em 2000 e anos depois lançou o álbum Rise (2006), que além de excelentes composições, surpreendeu a todos com um hard rock fortemente influenciado pela pegada setentista. Isso chamou a atenção de muitos críticos e o álbum teve um reconhecimento meteórico. Sob a liderança do Cormac Neeson, um dos grandes vocalistas da atualidade, a banda se manteve em uma constante quase inimaginável para os dias de hoje e três anos depois a banda lançou outro petardo, Everyday Demons (2009), um álbum consistente e que serviu para firmar ainda mais a qualidade dos caras.
Desde o anuncio da gravação do novo álbum a banda foi cercada de uma expectativa, e os fãs – assim como eu -se perguntavam se os caras iriam conseguir manter a mesma pegada ou se render ao apelo comercial das gravadoras. Não é a toa que Revival (2011) está entre os melhores álbuns do ano. Os ingredientes foram mantidos e o quarteto irlandês se manteve fiel à proposta da banda, em tocar hard rock com influencias setentista.
Sem mais delongas vamos falar um pouco sobre as músicas, que é o que de fato interessa. O álbum abre com “Waste Your Tears”, na primeira vez que ouvi confesso que achei um pouco diferente, uma intro com uma espécie de slide blues, logo em seguida o hard rock característico do The Answer surge como uma explosão e de cara ouvimos os riffs do guitarrista Paul Mahon e a voz marcante do Cormac Neeson. A música é uma forte candidata ao hit do álbum, isso sem falar que foi uma escolha perfeita para abrir o novo álbum. Na feixa “Use Me”, a banda segue a mesma pegada hard rock e o quarteto se mostra ainda mais entrosado com a cozinha perfeita do batera James Heatley e o baixista Micky Waters, além de um solo primoroso do Paul Mohan. O hard rock sem frescuras e com um toque setentista, de fato é esse o The Answer que conhecemos. “Trouble” é uma das músicas mais influenciadas pelo blues, começa com um clima mais cadenciado, outra característica do quarteto, mas não demora muito para o hard rock surgir com peso, destaque para Cormac Neeson, que além de cantar muito, ainda manda bem na harmônica. “Nowhere Freeway” é outra música que merece ser citada, e a impressão que fica é que os caras conseguem fazer o que bem entendem com o hard rock, a levada dessa música é difícil até de traduzir em palavras. O destaque fica por conta da participação especial da bela e talentosa cantora Lynne Jackaman, que deu um toque ainda mais especial à música. O álbum surpreende a cada música, como “Vida (I Want You)” que tem um som bem trabalhado e uma levada bem quebrada, uma das canções mais diferenciadas do álbum. O hard rock volta à tona nas músicas “New Day Rising” e “One More Revival”, e mesclando com as duas já citadas, as baladas “Can't Remember, Can't Forget” e “Lights Are Down”, que fecha o álbum.
O The Answer continua trilhando seu caminho dentro do rock’n’roll, com muita competência e som na bagagem, e volto a dizer o que eu disse na primeira postagem da banda, esses caras vão muito longe. Não há o que reclamar sobre os três álbuns da banda, em todos eles os caras acertaram a mão em todos os sentidos, seja na qualidade das composições, principalmente na competência em fazer refrões grudentos e marcantes, no instrumental muito bem trabalhado, afinal Cormac, Paul, Micky e James, formam um entrosamento inexplicável, talvez essa seja o grande trunfo do The Answer, em conseguir manter a mesma formação, isso faz toda diferença no resultado final e a prova disso está ai, Revival (2011). O The Answer já está na minha lista de bandas favoritas, mas ainda falta um pequeno detalhe: Um show dos caras em terras tupiniquins. Será que vamos ter que esperar muito por isso?.
Aproveito esse post para desejar um Feliz Ano Novo a todos os leitores cultos e ocultos do Blog Jazz & Rock. Um ótimo 2012 para vocês, com muitas realizações e boa música sempre !!
Track List
01. Waste Your Tears 02. Use Me 03. Trouble 04. Nowhere Freeway 05. Tornado 06. Vida (I Want You) 07. Caught On The Riverbed 08. Destroy Me 09. New Day Rising 10. Can t Remember, Can t Forget 11. One More Revival 12. Lights Are Down
The Answer - 60 Now 380 wide
The Answer - "Waste Your Tears" (Live at W2 Poppodium Den Bosch)
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