Hoje, 13 de Julho é o “Dia Mundial do Rock and Roll” e nada mais justo do que comemorar esse dia com um som de tirar o fôlego de qualquer roqueiro (a). E para celebrar, escolhi um álbum para lá de especial, “Wish You Were Here” do Pink Floyd.
“Wish You Were Here” foi lançado em 1975, na época a banda estava no auge por causa do aclamado “Dark Side of the Moon”(1973) e o Pink Floyd esperava fazer um álbum com a mesma qualidade e que tivesse o mesmo impacto do anterior. Foi então que nasceu “Shine On”, que foi trabalhada para originar a música “Shine On You Crazy Diamond”, uma homenagem a Syd Barrett –um dos fundadores do Pink Floyd nos anos 60 - ele mesmo nomeou a banda, originou-se pela junção de dois nomes, Pink Anderson e Floyd Council, de quem Syd era fã, ambos bluseiros. O nome original seria The Pink Floyd Sound, porém mais tarde foi abreviado para Pink Floyd. Syd foi afastado da banda devido ao uso abusivo de LSD, isso afetou a todos, inclusive as letras da banda, durante os três álbuns de maior sucesso “The Dark Side of The Moon”, “Wish You Were Here” e “The Wall”, seus problemas, entre eles, uma doença mental e a visível desintegração de seu físico, penetraram profundamente nas composições de Waters e Gilmour.
“Wish You Were Here” é considerado um dos maiores clássicos do Rock Mundial, a música “Shine On You Crazy Diamon” feita em nove partes é um tributo belíssimo a Syd Brarrett, um som incrível, talvez o mais enigmático já feito pelo Pink Floyd, sintetizadores, teclados, guitarra e um solo de saxofone de deixar qualquer um de boca aberta, tudo na mais perfeita sincronia e maestria. As canções “Welcome to the Machine" e "Have a Cigar”, falam sobre a ganância da indústria musical, a faixa “Have a Cigar” contou com a participação do vocalista Roy Harper. A próxima música é sem duvida um clássico do Pink Floyd, “Wish You Were Here”, a introdução feita no violão por Waters e Gilmour é impecável e marcante, a música pode ter dois significados, pode ter sido dirigida a Syd ou interpretada como um desabafo de uma pessoa que sente falta da outra, o início inesquecível e o refrão simples é sem duvida a marca registrada dessa balada. Para finalizar em grande estilo, a parte final da música “Shine On You Crazy Diamon”, tocada novamente com maestria, o som marcante do baixo, o uso de sintetizadores e guitarras, faz da música algo genial, até que termina em um tom melancólico e psicodélico, bem ao estilo Pink Floyd.
Espero que gostem do álbum, e creio que grande parte já o conhece, mas desejo que ele faça parte da sua trilha sonora no dia mundial do rock. Assim que eu arrumar em uma qualidade melhor, volto a atualizar o link.
Track List
01. Shine on You Crazy Diamond (Parts 1-5) 02. Welcome To the Machine 03. Have a Cigar 04. Wish You Were Here 05. Shine on You Crazy Diamond (Parts 6-9)
Conheci o som do baterista Dave Weckl por acaso, após ver o vídeo da música “The Chicken” no youtube, o som me chamou a atenção logo de cara, um jazz fusion de primeira qualidade, aliado a técnica precisa do baterista e sua banda. Dave é natural de Saint Louis, começou a tocar bateria aos 7 anos de idade, mudou-se para Nova York, onde alcançou uma boa reputação nos clubes e durante as turnês. Gravou e tocou com artistas de vários gêneros musicais, entre eles, George Benson, Madonna, Diana Ross, Paul Simon, além de tocar no show da brasileira Tânia Maria e vários outros. Dave Weckl atingiu seu auge, ao participar do grupo de Chick Corea, o “Chick Corea Elektric Band”, foi uma grande escola para o baterista, ele teve contato com uma variedade enorme de estilos e arranjos complexos, fez parte do “Chick Corea Akoustic Band”, que tinha um estilo mais jazzístico.
Dave Weckl tem uma carreira musical consolidada, gravou diversos álbuns, entre eles os solos “Masterplan” (1990), “Heads Up” (1992) e “Hard Wired” (1994), e com a sua banda lançou sete álbuns até o momento, fora os videos com aulas de bateria.
“Transition” foi lançado em 2000, e um álbum musicalmente sensacional, uma mistura de jazz, funk, rock e um toque de música latina. Acompanhado por um time de craques, formado pelos músicos Brandon Fields (Sax soprano, tenor, barítono, teclados e sintetizador), Jay Oliver (Órgão, Teclados e Sintetizador), Buzz Feiten (Violões cordas de nylon e aço) e Tom Kennedy (Baixo). “Transition” soa a perfeição na minha opinião, destaque para as músicas “Wake Up”, “Braziluba”, “Mild Hysteria” e “Alegria”.
2000 - Transition Gênero: Jazz Fusion
Track List
01. Wake Up 02. Braziluba 03. Like That 04. Mild Hysteria 05. Group Therapy 06. Passion 07. Crossing Paths 08. Alegria 09. Just For the Record 10. Amanecer
O Projeto Oi Blues by Night entra no seu sétimo ano de realização com o grande mérito de ser reconhecido pela critica especializada como o principal projeto itinerante do gênero no Brasil. O Oi Blues by Night tem como proposta principal a realização de shows com música de qualidade, periodicidade mensal, indo de julho à novembro de 2009. Estão programados 14 shows com artistas de nível nacional e internacional, que serão realizados em 6 capitais do nordeste: Recife, João Pessoa, Natal, Fortaleza, Teresina e Maceió. O show de encerramento do projeto em Recife será no tradicional Teatro de Santa Isabel, com apoio da Rede Globo, Prefeitura do Recife e Secretaria de Turismo do Estado.
A produção do projeto ficará sob a responsabilidade da Giovanni Papaléo Produções em parceria com a J&S Produções Artísticas, que já organização a realização de alguns dos principais eventos do gênero em Pernambuco, e com destaque para: Garanhuns Jazz & Blues e Jazz Porto.
O Oi Blues by Night em 2009 será realizado basicamente com a mesma estrutura do ano anterior, do calendário de shows e coletivas com a imprensa, propõe-se a realização de workshops com os artistas escalados para os shows. Será um por mês, de agosto á novembro. A intenção é, além das cinco capitais contempladas em 2008, Recife, João Pessoa, Natal, Fortaleza e Teresina, querem realizar os shows em Maceió e ainda levar o Oi Blues para as capitais Rio de Janeiro e São Paulo.
Segue abaixo a Programação Oficial Oi Blues by Night 2009:
Recife:
Willie “Big Eyes” Smith (15/07) André Mattos (26/08) John Primer (16/09) Lancaster e Marcelo Naves (28/10) Billy Branch e Lurrie Bell (25/11)
João Pessoa:
André Mattos (29/08)
Natal:
John Primer (17/09)
Fortaleza:
André Mattos (28/08) John Primer (18/09) Lancaster e Marcelo Naves (30/10) Billy Branch e Lurrie Bell (27/11)
Teresina:
André Mattos (27/08) Lancaster e Marcelo Naves (29/10)
Opções de Locais para realização dos shows.
Recife: Audrey, Frida, Teatro de Santa Isabel. João Pessoa: Teatro do Espaço Cultural e Mag Shopping. Natal: Aprecie Pub. Maceió: Porto Salles, Cassino. Fortaleza: Bar Cultural Acervo Imaginário. Teresina: Bar Planeta Diário.
Shows/Aberturas em Fortaleza:
28/08 – André Matos. Abertura: Puro Malte. 18/09 - John Primer. Abertura: De Blues em Quando. 30/10 - Lancaster e Marcelo Naves. Abertura: Blues Label 27/11 - Billy Branch e Carlos Johnson. Abertura: Felipe Cazaux.
Para maiores informações, faça o DOWNLOAD do informativo. Lá você encontrará as datas e um breve histórico sobre os músicos que irão participar do festival. E não se esqueça de programar sua agenda, o Oi Blues by Night vai estar imperdível.
Ouça a música: "Murmurando" Jacob do Bandolim e Conjunto Época de Ouro.
1967 - Vibrações Gênero: Choro
Lançado em 1967, o disco “Vibrações” é considerado um dos melhores discos de choro de todos os tempos e consequentemente da carreira do bandolinista Jacob do Bandolim. Acompanhado pelo Conjuto Época de Ouro, que o próprio Jacob havia criado e que continuam na ativa até hoje, na época era formado por um time de primeira classe, além do Jacob, Dino (violão 7 cordas), César Faria e Carlinhos (violão 6 cordas), Jonas (cavaquinho), Gilberto D’Avila (pandeiro) e Jorginho (percussão). No repertório três canções inéditas do Jacob, “Vibrações”, “Receita de Samba” e “Pérolas”, a canção “Ingênuo” e “Lamento” são temas de Pixinguinha, “Assim Mesmo” é de autoria do clarinetista e saxofonista Luiz Americano, Jacob e o Conjuto Época de Ouro prezaram em apresentar canções de compositores pouco conhecido, assim a música “Cadência” do bandolinista Joventino Maciel e “Murmurando” do saxofonista Otaviano Maciel. As canções inéditas “Fidalga”, “Vésper”, que nunca foram gravadas antes e as canções “Floraux” e “Brejeiro”, são de autoria do compositor Ernesto Nazaré.
Jacob Pick Bittencourt, mais conhecido como Jacob do Bandolim, nasceu no Rio de Janeiro, filho de pai capixaba e mãe polonesa, ganhou seu primeiro instrumento aos 12 anos, um violino, porém não se adptou ao arco do instrumento, depois de arrebentar várias cordas do instrumento e por indicação de uma amiga da familia, Jacob ganhou o seu primeiro bandolim. Não teve professor, sempre foi autodidata. Tentava repetir no bandolim trechos de melodias cantaroladas por sua mãe ou por pessoas que passavam na rua. Aos 13 anos, da janela de sua casa, escutou o primeiro choro, “É do que há”, composto e gravado por Luiz Americano. Era tocado no prédio em frente, onde morava uma diretora da gravadora RCA. "Nunca mais esqueci a impressão que me causou", afirmaria Jacob, anos mais tarde. O conjunto Época de Ouro foi criado no final dos anos 50, Jacob ainda gravava com o Regional do Canhoto, mas tinham dificuldades de se reunir para ensaiar em função da agenda lotada do grupo que era disputado por todos os grandes cantores. A última participação do Regional do Canhoto com Jacob foi no LP “Na Roda de Choro” gravado em março de 1960. Na sua concepção, Jacob necessitava de um grupo de músicos que o acompanhasse e que se reunisse com ele quando necessário. Assim estava criado o Época de Ouro, um grupo de muúsicos de caráter exclusivo e com o feitio de Jacob.
Track List
01.Vibrações 02.Receita de Samba 03.Ingênuo 04.Pérolas 05.Assim mesmo 06.Fidalga 07.Lamento 08.Murmurando 09.Cadência 10.Floraux 11.Brejeiro 12.Vésper
Ouça a música: "O Tudo É Uma Coisa Só" (O Teatro Mágico)
2007 - Entrada Para Raros DVD (Áudio)
O dvd “Entrada Para Raros”, foi gravado em comemoração pelos 4 anos da trupe. Reúne músicas dos dois trabalhos do Teatro Mágico, sendo as músicas “Cidadão de Papelão” e “Pena” do álbum “2º Ato”, as demais é do primeiro trabalho lançado em 2003 “Entrada Para Raros”.
Para quem ainda não conhece, O Teatro Mágico, foi criado em 2003 pelo ator, compositor e cantor Fernando Anitelli, no mesmo ano a trupe teve sua formação completa por amigos que acreditaram no projeto, com apenas 6 anos de história, a trupe já é um sucesso no cenário nacional, em seus espetáculos procuram reunir, a música, poesia, teatro e a arte circense. Outra marca registrada da trupe, é a busca pela arte independente, sem o apoio de gravadoras e sim com a ajuda da internet e vendendo seus Cds e DVDs a preços populares.
O que está sendo postado é o áudio do DVD “Entrada Para Raros”, quem quiser conferir o vídeo, é só entrar em contato através do email do blog.
Track List
01.Sintaxe À Vontade 02.O Tudo É Uma Coisa Só 03.Camarada D´água 04.Zaluzejo 05.Uma Parte Que Não Tinha 06.De Ontem Em Diante 07.A Fé Solúvel 08.Vigília 09.Não Há De Ser Nada 10.Ana E O Mar 11.Realejo 12.Pratododia 13.Cidadão De Papelão 14.Retrovisor 15.Pena 16.O Anjo Mais Velho 17.Poesia (Extra) 18.Nós (Extra) 19.Os Bonecos (Extra) 20.A Bailarina (Extra)
“No Prayer for the Dying” foi lançado em 1990, na época a banda estava querendo retomar sua sonoridade original, já que os álbuns “Somewhere in Time” e “Seventh Son of Seventh Son” tiveram como principal característica o uso de sintetizadores (um instrumento musical eletrônico projetado para produzir sons gerados artificialmente, usando técnicas diversas) e teclados. Steve Harris queria mudar a sonoridade, deixando de lado os sintetizadores, teclados e consequentemente os trabalhos mais elaborados para algo mais simples e prático. Essa mudança na sonoridade, foi um dos fatores para a saída do guitarrista Adrian Smith.Com o time desfalcado, Bruce teve que correr atrás de um substituto, foi então que o guitarrista Janick Gers chegaria a Donzela. Janick já havia participado do primeiro álbum solo do Bruce Dickinson, “Tatooed Millionaire” . Há quem diga que “No Prayer of The Dying” não agradou, no álbum fica claro a tentativa da banda em voltar com um som mais cru, parecido com os primeiros álbuns, sem o uso de mecanismos eletrônicos . Além disso, a turnê do álbum foi abaixo do esperado e terminou rapidamente, forçando a banda a trabalhar em seu proximo trabalho.
Apesar de muitos fãs, acharem que o álbum foi uma tentativa frustrada,na minha opinião, “No Prayer for the Dying” está realmente longe de figurar entre os melhores trabalhos da banda, mas não deve ser esquecido completamente, afinal toda tentativa que uma banda procura fazer para mudar o seu estilo, ou de certa forma voltar as raízes é valido. A única música que emplacou nas rádios foi "Bring Your Daughter... to the Slaughter", ela que foi composta por Bruce Dickinson, foi a única a atingir o primeiro lugar, e consequentemente esteve presente nos próximos trabalhos ao vivo da banda. Mas não podemos esquecer das músicas “Tailgunner”, “Holy Smoke”, “Public Enema Number One” e “The Assassin”, elas que representam bem o rumo que o Iron tentou tomar, vale lembrar que após esse álbum, a banda lançaria seu maior sucesso, o álbum “Fear of The Dark”.
1990 - No Prayer For The Dying Gênero: Heavy Metal
Track List
01. Tailgunner 02. Holy Smoke 03. No Prayer For The Dying 04. Public Enema Number One 05. Fates Warning 06. The Assassin 07. Run Silent Run Deep 08. Hooks In You 09. Bring Your Daughter… To The Slaughter 10. Mother Russia
Ouça a música: "Must Be The Money" (Felipe Cazaux)
Foto: Yuri Amaral
Por Daniel Argentino
O compositor, cantor e guitarrista Felipe Cazaux, concedeu uma breve entrevista para o Blog Jazz e Rock. Ele que faz parte da nova safra do blues nacional, vem ganhando notoriedade através da sua música, com o seu primeiro álbum solo “Help The Dog!” lançado em 2007, Felipe traz em seu som influências que vão do blues ao classic rock, passando pelo groove brasileiro. Na entrevista Felipe nos conta sobre suas influências, suas experiências no meio musical e muito mais. Confira abaixo a entrevista na integra.
JR - Felipe, conte-nos sobre sua relação com a música, como tudo começou?
Felipe - Toda a minha família sempre me deu forças para aprender música, comecei cantando em coral aos nove anos e no violão aos 12, sempre com música popular.
JR - Quais são suas influências musicais?
Felipe - Minhas influências básicas são Beatles, Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan, Eric Clapton, Rolling Stones, Buddy Guy, Robert Cray, Led Zeppelin e Stray Cats.
JR - E o que você costuma ouvir no dia-a-dia?
Felipe - Muito Buddy Guy e as outras influências.
JR - Você já teve a honra de se apresentar em clubes lendários de Chicago (EUA), em que ocasião surgiu essas oportunidades?
Felipe - Na ocasião estava em Chicago para um “intercâmbio”, aproveitei para conhecer os bares e alguns músicos. Em muitas vezes que visitava esses clubes era convidado para as Jam sessions, tendo assim a oportunidade de interagir com alguns mestres ao vivo no palco.
JR - Aproveitando o assunto, fale sobre suas experiências internacionais?
Felipe - Além dessa viagem à Chicago, onde conheci mestres como James Wheeler, Jimmy Burns e Buddy Guy. Tive o prazer de fazer Jam sessions aqui mesmo no Brasil com Scott Henderson e Magic Slim, além do próprio James Wheeler no início do ano. Outra viagem bem legal foi para Argentina. Em Buenos Aires eles valorizam muito o Blues e conhecem bastante o repertório dos clássicos.
JR - Você participou de diversos festivais pelo Brasil, na sua opinião, de que forma eles contribuíram para a sua carreira musical?
Felipe - Além da divulgação do meu nome e da minha música, adquiri uma experiência sobre como agradar o público, como desenrolar o show de uma forma que todos saiam satisfeitos e alegres. Afinal, é pra isso que as pessoas vão a um show: para se divertir e ouvir boa música.
JR - Como você vê o cenário do blues no Brasil?
Felipe - Está crescendo muito. Pelo menos no Nordeste está havendo uma união e agora temos contato com outros estados, o que fortalece muito a nossa região, pois assim podemos trazer mais artistas e temos um intercâmbio mais intenso. Enxergo uma facilidade em tocar em estados vizinhos e assim surge um maior interesse de outras regiões do país.
JR - “Help The Dog” é o seu álbum mais recente, tem uma musicalidade incrível, uma mistura do blues com rock clássico, sem dúvida é um dos melhores álbuns lançados recentemente no Brasil. Como nasceu esse álbum? As composições são todas de sua autoria?
Felipe - Muito Obrigado. Fico muito feliz com a repercussão do álbum, afinal é pra isso que fazemos todo esse trabalho. Ele iniciou a partir do momento que minha antiga banda parou as atividades, em torno de 2005. As músicas foram sendo criadas conforme o som da banda amadurecia com a nova formação, que passou a ser um trio. No segundo semestre de 2006, começamos a gravar lançando em maio de 2007. A idéia da capa veio a partir do conceito de amizade, onde todas as pessoas que estavam ao meu redor se esforçaram para ver o trabalho pronto.
JR - E a “Dupla K”? É o seu primeiro trabalho com eles?
Felipe - O Klaus Sena (baixista), toca comigo desde 1999. Ele é um dos remanescentes do Double Blues, minha antiga banda. O Netto Krápula (baterista) começou a tocar com a gente em 2005, logo que a banda dele também acabou. Foi o primeiro trabalho que gravamos com essa formação, e todos os arranjos foram construídos pelos três juntos.
JR - As músicas são todas com letras em inglês, mesmo não sendo um álbum de blues, propriamente dito, você acha que o blues não se encaixa com português?
Felipe - Não posso dizer que não encaixa, mas prefiro compor em inglês. Se quisesse compor em português usaria o samba ou qualquer outro estilo de música brasileira.
JR - Para a gravação do álbum, você contou com algum tipo de patrocínio ou foi tudo bancado do seu próprio bolso?
Felipe - Hoje em dia, mesmo com as leis de incentivo, ainda é difícil conseguir patrocínio. Ainda mais para um estilo underground, como o blues.
JR - A internet é um dos meios de divulgação mais eficientes dos últimos anos, ainda mais quando o assunto é música. Muitos músicos apóiam o uso de blogs de download para a divulgação dos seus trabalhos, por outro lado, outros questionam e são radicalmente contra, pois visam o lucro com as vendas dos CDs. Você como músico profissional, qual é a sua opinião sobre esse assunto tão polêmico?
Felipe - Acho que cada cabeça tem uma sentença. Eu não me importo se as pessoas estão baixando meus CDs na internet. Quem coleciona CDs vai querer comprar o álbum que vem com o cachorro na capa. Na internet não tem as letras também, então vai de cada um.
JR - Felipe, conte-nos sobre seus projetos futuros? Você já está pensando em lançar seu próximo trabalho?
Felipe - O sucessor do “Help the Dog!” já está gravado. Agora vamos começar o trabalho de mixagem e masterização, além da arte e toda burocracia. Acredito que no segundo semestre de 2009, já seja lançado. O cd vai contar com 10 faixas, sendo três com a Dupla K e sete com o baterista Beto Gibbs, outro amigo de longa data. A produção, feita pelo cearense Régis Damasceno, está ótima, e o estúdio, “Totem”, atendeu todas as necessidades das gravações.
Nas ultimas entrevistas, inauguramos uma nova coluna no BLOG. É uma cópia descarada (risos) de uma coluna da Cover Guitarra. Indo direto ao ponto:
JR - Pra você qual é o melhor álbum da história?
Felipe - Axis: Bold as Love – Jimi Hendrix
JR - E o pior álbum da história?
Felipe - Esse eu não consegui ouvir inteiro, e não lembro o nome. (risos)
JR - Qual disco você tem ouvido bastante na última semana?
Felipe - Mr. Spaceman
JR - Qual disco você curte, mas tem vergonha de admitir?
Felipe - Thriller – Michael Jackson. Mas a vergonha é pelo artista. (risos)
JR - Quero te agradecer por ter aceitado o convite e por conceder essa breve entrevista para o Blog Jazz e Rock. Um abraço e sucesso.
Felipe - Muito obrigado a você pela oportunidade de dizer o que penso e divulgar meu trabalho.
Ouça a Música: "Stuck In The Middle With You" (Michael Bublé)
2008 - A Taste Of Bublé (EP) Gênero: Jazz
"A Taste Of Bublé" é um EP reunindo 4 músicas do cantor Michael Bublé,foi um lançamento exclusivo da rede de hipermercados Wal-Mart.
Aproveitando para atualizar as novidades sobre Bublé, o CD/DVD ao vivo "Meets Madison Square Garden" foi lançado agora no mês de Junho. Quem puder conferir, não perca tempo.
Track List
01. Stuck In The Middle With You 02. I've Got A Crush On You 03. These Foolish Things (remind me of you) 04. Everything (I Soul Remix)
Ouça a Música: "If You Want To Be A Lover" (Verônica Ferriani)
Já faz um tempo que venho divulgando aqui no Blog, alguns cantores e cantoras que fazem parte da nova geração da MPB, meu conhecimento no assunto não é dos melhores, porém sempre que conheço alguma novidade, faço questão de postar aqui.
A cantora da vez é a Verônica Ferriani, natural de Ribeirão Preto, se mudou ainda jovem para São Paulo para fazer faculdade de Arquitetura e Urbanismo na USP, apaixonada por música desde os 8 anos, quando ganhou dos seus pais um violão e deu inicio as primeiras aulas, acabou herdando da família o gosto pela MPB produzida nas décadas de 60 e 70, bem como pelo cancioneiro brasileiro da geração de seus avós. Convidada para vários projetos com outros cantores, tais como Beth Carvalho, Martinho da Vila, Francis Hime, Paulinho Moska, Toninho Ferraguti, Tom Zé, entre outros. Em 2007, Verônica participou da gravação do programa “Som Brasil” da Rede Globo.
Com apenas 5 anos de carreira, Verônica chega para ficar, seu primeiro CD “Verônica Ferriani” com produção do produtor BiD, que juntamente com a cantora encontrou um repertório interessante e diversificado, entre as composições estão, Paulinho da Viola (“Perder e Ganhar”), Gonzaguinha (“Um Sorriso nos Lábios”), e uma parceria de João Donato e Paulo César Pinheiro (“Ahiê”). Tem também a ‘tragicomédia’ de Assis Valente (“Fez Bobagem”), a provocadora “Com mais de 30”, dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle e um Cassiano característico (“Eu Amo Você”). Também no repertório está “If You Want to Be a Lover”, do bossa-novista catarinense Luiz Henrique, em parceria com o norte-americano Oscar Brown Jr, gravada originalmente por Luiz e Lisa Minelli, nos anos 70. Completam a lista “Retalhos”, de Paulinho Rezende e Paulo Debétio, e as inéditas “Bem Feito” e “Na Volta da Ladeira”, de Rubens Nogueira e Paulo César Pinheiro.
Verônica Ferriani é sem duvida uma das grandes surpresas no recente cenário da MPB, cantora se mostra confiante e segura no trabalho que faz, mostra disso é o repertório diversificado e a voz impecável.
2009 - Veronica Ferriani Gênero: MPB
01.Um sorriso nos lábios 02.If you want to be a lover 03.Com mais de 30 04.Eu amo você 05.Perder e ganhar 06.Retalhos 07.Bem feito 08.Ahiê 09.Fez bobagem 10.Na volta da ladeira
Site Oficial: Veronica Ferriani MySpace: Clique Aqui Fonte: Parte das informações do texto foram extraídas do site oficial da cantora.
Ganhei esta super coletânea do mestre Ed Motta de presente da minha noiva, afinal semana passada foi dia dos namorados e não acreditei que ela me deu esta belíssima coletânea (foi um dos presentes, diga-se de passagem).
“Sem Limite” é uma série que homenageia grandes nomes da música brasileira e neste volume o homenageado foi nada mais, nada menos que Ed Motta. A coletânea, digna de CD duplo, relembra os vários hits do cantor/compositor, como por exemplo, “Fora da Lei”, “Daqui pro Méier”, “Dias de Paz”, “Manuel”, “Baixo Rio”, “Falso Milagre do Amor” entre outras. Algumas músicas do álbum “Remixes & Aperitivos” também estão na coletânea, além de participações especiais, como é o caso da música “Medo de Amar”, um dueto do mestre Ed Motta com a cantora Ivete Sangalo.
Uma excelente coletânea da série “Sem Limite”. E foi sem dúvida um presente maravilhoso.
CD 1
01. Colombina 02. Vendaval 03. Você Mentiu Pra Mim 04. Risos na Noite 05. Daqui pro Méier 06. Caso Sério 07. Mentiras Fáceis 08. Jóia de Mágoa 09. Dias de Paz 10. Suddenly You 11. Luna e Sera 12. Birinaite 13. Quais Serão Meus Desejos? 14. Fora da Lei (remix) 15. Solução
CD 2
01. Fora da Lei 02. Manuel 03. Baixo Rio 04. Medo de Amar (com Ivete Sangalo) 05. Por Você Ser Mais 06. Dois Mundos 07. Outono no Rio 08. Como Dois Cristais 09. A Flor do Querer 10. Tardes de Verão 11. Vamos Dançar 12. Conversa Mole 13. Falso Milagre do Amor 14. Daqui Pro Méier (The Brand New Baby G-Vô Mix) 15. Vendaval (Nando & G-Vô Remix)
O objetivo deste blog é divulgar a cultura musical entre os leitores, sem fins lucrativos ou com a intenção de prejudicar algum músico. Ao músico que sentir-se prejudicado e quiser retirar o seu álbum do blog, favor enviar um e-mail e terá seu álbum removido. Os links estão hospedados em servidores fora do blog e têm prazo de validade limitado.
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