domingo, 7 de fevereiro de 2010

Paulo César Pinheiro

Postado por Daniel Argentino








Ouça a música: "O Lamento do Samba" (Paulo César Pinheiro)

2003 - O Lamento do Samba
Gênero: Samba


Conheci o som do Paulo César Pinheiro por acaso no blog "M&C - Música e Cerveja". Eu que nunca tinha ouvido nada dele, me surpreendi logo na primeira audição. Eu não sou do tipo conhecedor e apreciador assíduo de samba, muito pelo contrário, conheço poucos nomes e as vezes tenho a sorte de encontrar verdadeiras preciosidades como essa.

Paulo César e um dos grandes letristas da música brasileira, além de excelente cantor. Paulo já teve ao seu lado grandes parceiros, entre eles, Tom Jobim, Baden Poweel, João Nogueira, Edu Lobo, Dori Caymmi, Toquinho, entre outros. Suas letras já foram cantadas ou interpretadas pelas vozes de, Elis Regina, Zeca Pagodinho, Elizeth Cardoso e Clara Nunes – com quem foi casado.

“O Lamento do Samba” (2003) é o seu mais recente trabalho (solo), um samba com um toque de choro de tirar o folêgo. O que me chamou a atenção no entanto, além da sua voz rouca que se encaixa perfeitamente com o estilo, foram as letras, o cara manda muito bem, são todas excelentes. O álbum traz um ar melancólico, sentimento puro, porém esqueça letras melosas que são feitas por pagodeiros e que tratam os desencontros amorosos de forma banal e sem conteúdo. As letras do Paulo César são bem diferentes, um samba que retrata as desiluções amorosas e outros tipos de sentimento como a faixa titulo do álbum, que em forma de manifesto resgata essa melancólia contida das obras de outros compositores e mostra que o samba atual não é mais o mesmo, falando que o povo ouve e sente uma falsa alegria e diz que o samba perdeu a sua voz de lamento, sim, mais não era um sentimento amargo e sim nostálgico.

Não vou destacar nenhuma música, até por que não tem como, todas são excelentes. Ouça a música “Lamento do Samba” no player (no inicio da postagem). Boa Audição !

Track List

01. O lamento do Samba
02. Estrela Partida
03. Nomes de Favela
04. As pedrass se cruzam
05. Amor ausente
06. Você jamais
07. Fechado por dentro
08. Sublime paixão
09. Samba de trsiteza
10. Temporário
11. Meu sofrimento
12. É uma Sina
13. Meia-Água
14. Quando eu me for

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Dica de Filme: "Up, Altas Aventuras" (2009)

Postado por Daniel Argentino

Fim de semana chegando e como era costume aqui no Blog Jazz e Rock, uma vez ou outra rolava uma dica de filme. Bom do jeito que está calor, talvez o pessoal pense: “Ahh com esse calor não dá para ficar dentro de casa vendo filme não”, ok! Eu concordo. Pois bem, então deixe para assistir depois que você chegar da praia ou do clube de campo (risos).

Hoje eu estava pensando em alguma dica que fosse diferente de todas as outras que já havia sido postada. Então nada de filme de drama ou guerra, dessa vez a escolha foi o filme “Up, Altas Aventuras", a mais nova animação da Pixar.

O filme é divertido, emocionante e carregado de boas aventuras. Esqueça aqueles super- heróis que salvam o mundo ou lutas entre o bem e o mal. Dessa vez a Pixar apostou em uma dupla totalmente diferente. Um senhor de 78 anos, vendedor de balões, aposentado, rabugento, viúvo e que está prestes a ir para o asilo. E um garoto de 8 anos, um jovem escoteiro na esperança de ajudar um idoso para ser condecorado com o único distintivo que falta para se tornar um grande explorador da natureza. O filme é excelente, desde o visual – um dos melhores que eu já vi – e também a trama, muito bem elaborada. Vale a pena conferir, é uma boa pedida para assistir e se divertir.

Sinopse:

Carl Fredricksen é um vendedor de balões aposentado e viúvo, que está prestes a perder a casa em que sempre viveu com a sua esposa, a falecida Ellie. O terreno onde a casa fica localizada, com o passar dos anos e da evolução da cidade, passou a ser de interesse de um empresário, que deseja construir no local um edifício. Após um incidente em que acerta um homem com sua bengala, Carl é considerado uma ameaça pública e forçado a ser internado em um asilo e assim deixar sua casa. E para evitar que isso aconteça, ele tem uma brilhante idéia, durante a noite (que antecede a ida dele para o asilo), Carl enche milhares de balões e prendendo na lareira da sua casa. Logo pela manhã, assim que os enfermeiros do asilo chegam em sua casa para busca-lo, Carl simplesmente solta todos os balões, fazendo com que sua casa levante vôo. O motivo disso? É simples. Sua falecida esposa Ellie tinha um sonho de infância, viajar para uma floresta na America do Sul, e morar no paraíso das cachoeiras. Só que Carl não contava com uma companhia, a do jovem escoteiro Russell. É em uma casa “voadora” que ambos vivem aventuras e enfrentam desafios no ar e em terra, tudo por um sonho de infância de Carl e Ellie.

Isso que eu citei é apenas um pouco do filme, claro que dá vontade de contar cada detalhe, mais isso deixo com vocês. “Up, Altas Aventuras” irá surpreender a todos.

Ficha Técnica:

Título Original: Up (Up - Altas Aventuras)
País de Origem: EUA
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 96 min
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Walt Disney Pictures / Pixar Animation Studios
Direção: Pete Docter
Música: Michael Giacchino

Ficha Técnica (Dublado)

Tamanho: 321 mb
Formato: RMVB
Qualidade: DVDRip
Aúdio: Português
Legenda: Sem
Servidor: Megaupload
Créditos Link: Achei Download



Trailer Oficial Dublado.


Site Oficial: Up, Altas Aventuras

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Projeto: Os 50 Melhores Álbuns da Década

Postado por Daniel Argentino


O Projeto “Os 50 Melhores Álbuns da Década”, foi uma idéia do Rafhael Vaz, dono do blog M&C – Música e Cerveja. A idéia era criar uma lista de álbuns diversificada, que não ficasse presa a um estilo/gênero ou a preferência de apenas uma pessoa. Para isso o Rafhael apresentou o projeto a mais quatro blogueiros: Eu, Luiz, Emmanuela e Arthur. Com isso a lista estava fechada e a divisão foi feita da seguinte maneira:

Cada blog seria responsável por 10 álbuns, só poderiam citar um álbum por músico/banda, independente do estilo/gênero musical. A tarefa foi mais complicada do parecia e durante o tempo estipulado nós pensamos, pensamos e repensamos. Mesmo assim, digo por experiência própria, quando eu finalmente conseguia incluir um álbum, eu me lembrava de um punhado e daí a decisão era complicada, era uma verdadeira injustiça que eu teria que cometer (risos). Alias tenho certeza, que todos participantes do projeto passaram por isso.

Cada álbum escolhido contém uma resenha e o link para download, tudo isso visando facilitar a vida dos leitores. A lista será postada toda quinta feira, sempre de 10 em 10 álbuns, justamente para dar tempo de você baixar o álbum e ouvir. Uma das regras do projeto, é que a lista não está rankeada, isso é, os álbuns foram postados aleatoriamente. Vale lembrar que as resenhar foram feitas de acordo com o gosto musical e a opinião de cada blogueiro envolvido.

Espero que apreciem a lista, afinal ainda é o começo e tem mais 40 álbuns pela frente e que esse projeto proporcione a vocês novas descobertas musicas. Aguardamos o retorno de vocês, deixe o seu comentário sobre o projeto. Certamente isso irá nos ajudar em futuros projetos.

Blogs Participantes:

Daniel Argentino - Jazz e Rock
Rafhael Vaz - Música & Cerveja
Emmanuela - Here Comes The Zombie
Luiz - Night Diving
Arthur Vaz - Extravasando Ideias

Streetlight Manifesto - Somewhere in the Between (2007)
indicado por Emmanuela

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Meu álbum favorito da década. Muitos escolheriam o Everything Goes Numb, mas o Somewhere In The Between é mais especial pra mim. O nomeio melhor da década porque Tomas Kalnoky foi novamente genial - mas, ao invés de escrever coisas mais pessoais, como no EGN, ele conseguiu englobar toda a humanidade numa temática do tipo "o mundo está acabando, estamos todos ferrados e vamos pro inferno!", de uma forma irônica. Irônica porque você pode interpretar o álbum como quiser: você pode prestar atenção às letras e ficar seriamente preocupado. Ou pode simplesmente curtir as músicas e dançar como se não houvesse amanhã.

Social Distortion - Sex, Love & Rock'n'Roll (2004)
indicado por Emmanuela


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É um marco especial na história da banda por muitos motivos, creio eu. Celebra o retorno do Social D. (já que o último álbum havia sido lançado sete anos antes); mostra um amadurecimento notável de Mike Ness, que passou a compor letras mais positivas; e por fim uma bela homenagem ao guitarrista Dennis Dannell, que faleceu anos antes - deixando Ness sozinho com a banda que tinham há mais de 20 anos.

Ed Motta - Segundas Intenções do Manual Prático (2000)
indicado por Daniel Argentino


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Apesar do último lançamento do Ed Motta “Piquenique” (2009) ser de excelente qualidade, creio que só o tempo dirá se ele ficará marcado entre os melhores da década. Mais nesta década o que ficou marcado mesmo foi “Segundas Intenções”, que segue a mesma linha do renomado “Manual Prático Para Bailes e Afins”, neste álbum Ed flerta com influências trazidas do funk, soul, samba, jazz e bossa nova. Seus parceiros também são o grande destaque do álbum, Zélia Duncan na música “A Deriva”, Lulu Santos em “Pisca Alerta” e Rita Lee com “Colombina”. Além dos destaques, “Mágica de um Charlatão”, “A Tijuca em Cinemascope” e “Outono no Rio”. Destaque para o instrumental sofisticado da banda, principalmente pelos grooves, o uso de instrumentos antigos e a maneira de como ele foi gravado. Em uma década que de certa forma foi marcada pelos seus álbuns experimentais, Ed conseguiu aliar um som sofisticado com letras inteligentes.

KISS - Sonic Boom (2009)
indicado por Daniel Argentino


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Foram longos 11 anos de espera, o KISS não lançava um álbum inédito desde o “Psycho Circus” (1998). “Sonic Boom” veio cercado de expectativas, principalmente no que diz respeito sobre a sonoridade da banda. Mas o que se viu, foi um KISS voltando as suas origens, com uma formação consistente com Paul Stanley (guitar/voz), Gene Simmons (baixo/voz), Tommy Thayer (guitar/voz) e Eric Singer (bateria/voz), e as músicas, bom elas relembram os bons tempos de álbuns consagrados como, “Animalize”, “Lick It Up” e “Carnival of Souls”. O KISS voltou com toda energia, a espera de 11 anos, foi dura, mas ao ouvir os riffs, solos e sentir toda a energia contida nas músicas, você logo esquece que precisou esperar tanto tempo. O KISS conseguiu recompensar seus fãs.

Iron Maiden - A Matter of Life and Death (2006)
indicado por Daniel Argentino


Download Clique Aqui - Pt 1
Download Clique Aqui - Pt 2

Iron Maiden por si só dispensa comentários. É difícil encontrar um álbum que possa ser considerado o melhor da década, ainda mais em uma discografia repleta de clássicos. Porém “A Matter Of Life And Death” (2006), me chamou atenção logo pela capa, como sempre bem feita com detalhes que impressionam. Depois pela primeira música “Differente World”, uma música carregada de riffs pesados e solos estonteantes, para deixar qualquer fã de heavy metal maluco. Bruce Dickinson cantando como os velhos tempos, Steve Harris com um baixo sempre impecável e o trio Adrian, Dave e Janick mandando ver nas guitarras de maneira tão marcante e precisa e até mesmo Nicko McBrain, o eterno e competente baterista da Donzela. Junte tudo isso com letras bem elaboradas (como sempre foi a marca registrada do Iron). O resultado é o álbum “A Matter Of Life And Death”.

The Strokes - Is This It (Europe Version) (2001)
indicado por Arthur Vaz


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Quem me conhece sabe que não sou muito de gostar das bandas na primeira audição e com o Strokes não foi diferente. Quando finalmente assisti ao clipe de “Last Nite”, achei exagerado o hype criado sobre a banda. Muito tempo depois, quando finalmente ouvi o disco inteiro, vi o que estava perdendo: rock simples, sujo e bem feito. Quase todas as músicas merecem destaques, mas “Someday”, “Take It or Leave It” e “New York City Cops” estão um pouco acima das demais. A versão do disco lançada nos EUA traz a música “When It Started” ao invés de “New York City Cops”, e por isso perde em relação à versão européia. Um dos melhores discos de estréia que já ouvi, perdendo apenas para as estréias dos Ramones e do Weezer. Hype merecido.

Weezer – Make Believe (2005)
indicado por Arthur Vaz


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Como fã, acho os discos do Weezer sempre são muito bons. Porém, o discos anterior “Maladroit” estava abaixo da capacidade dos caras, apesar de algumas boas músicas. Em “Make Believe” o Weezer volta a a sua melhor forma: músicas pop com refrões sing-alongs, rocks com refrões pegajosos e letras emotivas. Destaco: “Perfect Situation” (fantástica), “We Are All On Drugs” e “The Other Way”. Melhor banda em atividade, para mim.

Strung Out - Agents of the Underground (2009)
indicado por Arthur Vaz


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“Zero e Um” do Dead Fish eu gostava de um disco do estilo tanto quanto gostei deste. O "Strung Out" chega ao seu auge num disco simplesmente sensacional, no qual todas as músicas se destacam. Não tem nada o que criticar. Se tivesse sido lançado 15 anos atrás, talvez seria considerado um clássico junto “Punk in Drublic” do NOFX, “Life on a Plate” do Millencolin e outros. Um dos melhores discos do gênero que já escutei.

Randy – The Human Atom Bombs (2001)
indicado por Arthur Vaz


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Obra-prima do Randy. Deixaram de vez um hardcore normal que faziam para se destacar fazendo um disco de punk rock muito puxado para o velho rock'n'roll. As letras, as atitudes e a disposição continuam as mesmas, mas com uma nova e melhor roupagem.

Lily Allen – It's Not Me, It's You (2009)
indicado por Arthur Vaz


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O primeiro disco da Lily Allen é bom, mas não tem anda de extraordinário, mas esse aqui é muito bom. Canções pop com letras meio divertidas e meio darks e melodias muito boas. Esse disco pra mim foi a grande surpresa do ano passado e um dos que mais escutei. Quase não entrou na lista, mas como tirei outros 2 que já estavam em outras listas, deu pra encaixá-lo. Meu novo disco favorito do pop britânico. Ótimo.


A Lista Continua na próxima Quinta Feira (11/02)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Pink Floyd

Postado por Daniel Argentino

David Gilmour, Roger Waters, Nick Mason e Richard Wright

Toda grande banda passa por momentos conturbados durante sua carreira, talvez senão fosse isso o mundo do rock não teria a mesma graça. E com o Pink Floyd não foi diferente, a banda havia se separado em meados dos anos 80, em meio a discussões, acusações e brigas jurídicas. Tudo isso há mais de 25 anos, Roger Waters apostou em sua carreira solo, enquanto David Gilmour tomou as rédeas e continuou a frente do Pink Floyd.

Em meio a tantos conflitos e acusações, ver a formação clássica do Pink Floyd reunida novamente era algo totalmente irreal para os fãs. Waters ainda declarava que a única chance da banda se reunir um dia seria se caso precisassem desesperadamente de dinheiro.

Mais como o mundo da suas voltas e o rock tem esse poder de criar situações completamente inimagináveis, um evento em favor de uma causa mundial tratou de reunir a formação clássica, mesmo que por pouco tempo.

“Live 8” foi um evento que ocorreu em alguns países integrantes do G8 e África do Sul. E teve como idéia principal pressionar os líderes mundiais para que perdoassem as dívidas externas das nações mais pobres do mundo. E no mundo inteiro foram mais de 1000 músicos que se apresentaram, dos mais variados estilos.

Porém o mais aguardado era o Pink Floyd, isso por que já haviam anunciado que a banda colocaria as brigas de lado e iriam contribuir por essa causa, só que até então tudo soava irreal demais. Foi então que no dia 2 de Julho, no Hyde Park, em Londers, após um dia inteiro de apresentações, o pulsar da música “Speak To Me / Breathe” anunciava o show. Aos poucos a formação clássica era apresentada ao público certamente incrédulo. David Gilmour (voz/guitarra), Roger Waters (voz/baixo), Richard Wright (teclado) e Nick Mason (bateria), juntos novamente.

A apresentação foi rápida, porém marcante, foram apenas quarto músicas, ou melhor, clássicos. O set list foi “Speak To Me/Breathe”, “Money” , “Wish You Were Here” e “Comfortably Numb”. Destaque para a última música, cantada inicialmente por Waters e em seguida por Gilmour, um duo que se seguiu durante a música, no fim um solo primoroso acompanhado por palhetadas precisas e mais do que conhecidas do baixo de Waters. E no final da música um momento que certamente marcou o show; Gilmour já agradecia e se preparava para sair quando Waters o chamou e juntamente com Richard e Mason se despediram com um abraço coletivo e que ficou registrado na história da banda.

Mais do que um set list curto, presenciar e relembrar a formação clássica da banda foi o grande presente para os fãs, mesmo que por alguns instantes e sabendo que não passaria daquele show.

2005 - Live 8
Gênero: Rock Progressivo



Track List

01. Speak To Me/Breathe
02. Money
03. Wish You Were Here
04. Comfortably Numb




Pink Floyd "Speak To Me/Breathe" (Live 8)


Pink Floyd "Money" (Live 8)


Pink Floyd "Wish You Were Here" (Live 8)


Pink Floyd "Comfortably Numb" (Live 8)

domingo, 31 de janeiro de 2010

Pink Floyd

Postado por Daniel Argentino

1995 - P.U.L.S.E (Live)
Gênero: Rock Progressivo


“The Division Bell” (1994) foi o último álbum gravado em estúdio do Pink Fkoyd e para a divulgação foi realizada uma turnê pela Europa e EUA entre os meses de março e outubro do mesmo ano. Eu imagino que todos os shows tenham sido de altíssimo nível, como exige a história da banda. E pensando nas pessoas que não estiveram lá (risos) foi gravado durante a turnê um álbum duplo e o resultado está registrado em “P.U.L.S.E” lançado em 1995.

Como sugere o nome, o show foi pulsante e mostra toda grandiosidade da banda em uma apresentação que figura entre as melhores da história do rock mundial. O local escolhido foi o Earls Court em Londres, a banda levou para o show um verdadeiro aparato de equipamento, desde o palco gigantesco com um telão que durante a apresentação reproduzia imagens de acordo com o momento ou a música e um efeito de luz inimaginável, tudo digno de um mega-espetáculo e que tinha como atração principal uma mega-banda.

O repertório do show posso dizer que foi marcado por duas ocasiões, o primeiro CD contém obviamente algumas músicas do “The Division Bell” e que na minha opinião ganharam um toque diferente, como por exemplo, “What Do You Want From Me”, “Coming Back To Life”, “Keep Talking” e “High Hopes”. Porém a banda trouxe para o palco clássicos como “Shine On You Crazy Diamond” do álbum Wish You Were Here, essa com certeza foi a escolha certa para abrir o show, “Hey You” e “Another Brick in The Wall” música eternizada pelo Pink Floyd. A banda sobrava no palco , o público estava presenciando um dos maiores espetáculos da história do rock. Porém a melhor parte ainda estava guardado, até que o publicou começou a escutar a batida pulsante da música “Speak To Me” e que foi acompanhada em seguida por “Breathe”. O Pink Floyd trouxe para o palco nada mais, nada menos que o “The Dark Side of The Moon” completo, música por música, era literalmente o álbum tocado ao vivo, com todos os efeitos psicodélicos em uma produção jamais vista. O Pink Floyd atingiu a perfeição ao executar músicas como “Brain Damage”, “Eclipse”, “Time” “Money” - que no show ganhou uma versão de 8 minutos – porém não poderia deixar de citar a psicodélica “The Great Gig in the Sky”, que na versão do estúdio já merece todo respeito, mais ao vivo ela superou todas as expectativas, a sensação ao ouvir é que você entra em uma viagem sem fim, você fecha os olhos e deixa ser levado pelo instrumental perfeito e um coral digno de aplauso, realizado por Claudia Fontaine, Durga McBroom e Sam Brown. Porém o show ainda não havia terminado e para brindar o público mais uma vez, Tim Renwick na guitarra e Gilmour no violão começaram a extrair as primeiras notas da introdução mais famosa do Pink Floyd e em seguida soltou a voz na música “Wish You Were Here”, a parte mais emocionante do show, uma música que toca diretamente na alma de quem ouve. Em seguida “Comfortably Numb”, em mais uma apresentação impecável, o público se sentiu literalmente confortavelmente entorpecido. Destaque para o solo, bom eu não vou comentar a respeito, ouça você mesmo e tire suas conclusões (risos). E para encerrar o mega-show a agressiva “Run Like Hell” do álbum The Wall.

James Guthrie e David Gilmour foram responsáveis pela produção e merecem todos os elogios, pois conseguiram transmitir através do CD boa parte da energia contida no show. Isso sim foi um trabalho primoroso. Em 2006 o show foi lançado em DVD, com extras, entrevistas inéditas e som remasterizado. Boa Audição.

Track List

Disco 1:

01. Shine On You Crazy Diamond
02. Astronomy Domine
03. What Do You Want From Me
04. Learning To Fly
05. Keep Talking
06. Coming Back To Life
07. Hey You
08. A Great Day For Freedom
09. Sorrow
10. High Hopes
11. Another Brick In The Wall (Part Two)

Disco 2:

01. Speak To Me
02. Breathe In The Air
03. On The Run
04. Time
05. The Great Gig In The Sky
06. Money
07. Us And Them
08. Any Colour You Like
09. Brain Damage
10. Eclipse
11. WIsh You Were Here
12. Comfortably Numb
13. Run Like Hell



Pink Floyd "Money" (Pulse)


Site Oficial: Pink Floyd

sábado, 30 de janeiro de 2010

Márcio Montarroyos

Postado por Daniel Argentino








Márcio Montarroyos - "Copa Blues"

2009 - O Rio e o Mar
Gênero: Música Instrumental Brasileira / Jazz


Márcio Montarroyos (1949-2007) foi um dos maiores trompetistas e instrumentista da música brasileira, dono de uma técnica apurada e que durante sua carreira revolucionou a música instrumental brasileira. Márcio infelizmente não está entre nós, ele faleceu em 2007 enquanto trabalha no seu último álbum, que foi lançado em 2009. Márcio vinha pesquisando sons eletrônicos e trabalhando no álbum juntamente com o amigo e saxofonista Leo Gandelman, o álbum contém 11 faixas, a maioria de autoria de Márcio e do guitarrista francês Gilles Cardoni, e ainda dois clássicos de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. Segundo o próprio Gandelman, o trompetista estava animado com os resultados, porém ao saber do estado de saúde, fez questão de passar a maior parte do tempo ao lado do amigo. Gandelman lembra que Márcio mostrou todas as etapas do trabalho e o que deveria ser feito para finaliza-lo, e assim Gandelman fez, anotou tudo e após a morte do amigo deu sequência ao trabalho, pegando materias já gravados por Márcio, Gandelman finalizou o projeto em seu estúdio, seguindo todas as diretrizes do trompetista.

“O Rio e o Mar” é um tributo à cidade do Rio de Janeiro, que segundo Márcio era a sua casa e sua fonte de inspiração. A sonoridade do álbum impressiona, com temas que nos remete aos bons tempos do jazz fusion, mais sempre com um toque da música brasileira, o uso de teclados eletrônicos da um ar de modernidade as músicas, porém a grande estrela continua sendo as notas e a performance do trompete que Márcio executa de maneira única e primorosa. O trompetista mostra sua genialidade ao fazer as releituras de clássicos da bossa nova como, “O Barquinho” em que nessa versão instrumental é tocada no flugelhorn e também em temas autorais como “North Sea” e “Saco do Céu”.

Track List

01. Copa Blues
02. Rio
03. The Hague
04. O Barquinho
05. North Sea
06. Saco do Céu
07. The Kick
08. Troca Rápida
09. Contravento em Lá Amor
10. Mares do Sul
11. Red Eyed Samba



Site Oficial: Márcio Montarroyos

Pink Floyd "Comfortably Numb"

Postado por Daniel Argentino

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Dave Weckl Band

Postado por Daniel Argentino

2003 - Live And Very Plugged In
Gênero: Jazz Fusion


Dave Weckl é um dos melhores e mais completos bateristas que eu já ouvi tocar, digo isso sem exagero nenhum, sua técnica apurada, a maneira como conduz o instrumento e a fusão de ritmos encontrada em sua música, comprovam isso claramente.

“Live And Very Plugged In” (2002) foi gravado em Catalina, durante uma apresentação de Dave e a sua banda, formada pelos músicos, Steve Weingart (teclado), Tom Kennedy (baixista) e Gary Meek (saxofonista), além dos convidados, Brandon Fields ( Saxofone Tenor), Gary Grant e Jerry Hey (trompete) e Bill Reichenbach Jr. (trombone). O resultado é um show impecável, para quem gosta da fusão entre o jazz/funk vai se amarrar. Dave Weckl explora ao máximo sua técnica, em músicas empolgantes e bem trabalhadas, instrumental impecável, desde os solos do baterista e dos outros músicos também, destaque em especial para o baixista Tom Kennedy que simplesmente arrebenta, principalmente nas músicas “The Chicken” e no dueto com o baterista em “Rhythm-a-Ning”. Em “Hesitation” o dueto fica entre Dave e o saxofonista Gary Meek, excelente atuação. Dave também mostra por que é um grande baterista e manda ver na música “Cultural Concurrence”, em um solo primoroso. "Tiempo De Festival", encerra o show em grande estilo, uma fusão de jazz com uns toques de música latina. As músicas em sua maioria são dos trabalhos anteriores do baterista, principalmente dos álbuns “Perpetual Motion” (2002), “The Zone” (2001) e “Transition” (2000).

“Live And Very Plugged In” é um álbum que merece ser apreciado da melhor forma possível, não somente por bateristas (risos), mais por todos amantes da boa música. Gostaria de citar música por música, afinal um álbum desses merece, mas para não passar em branco, citei algumas para aguçar a curiosidade e as outras - que também são geniais - deixo com vocês.
Boa Audição !

Disco: 1

01. Wake Up
02. Braziluba
03. Mesmer-Eyes
04. Oasis
05. Crossing Paths
06. Hesitation (Sax/Drum Intro)
07. The Chicken

Disco: 2

01. Toby's Blues
02. Just For The Record
03. Rhythm-A-Ning (Bass/Drum Duet)
04. Cultural Concurrence
05. Tiempo De Festival



Dave Weckl Band - "The Chicken"


Dave Weckl Band - "Tiempo de Festival"


Site Oficial: Dave Weckl

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Parabéns Tom Jobim...

Postado por Daniel Argentino

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, ou simplesmente Tom Jobim. Não poderia deixar de prestar uma pequena homenagem a este que considero o maior representante da música brasileira, se bossa nova é conhecida internacionalmente hoje, devemos isso ao Tom. Tom nasceu dia 25 de Janeiro de 1927, no Rio de Janeiro. Sua tragétoria na música foi marcada principalmente pela criação da Bossa Nova na década de 50, juntamente com Vinicius de Moraes e João Gilberto – outros grandes expoentes do estilo. Tom Jobim estaria fazendo hoje 83 anos e certamente estaria em plena atividade. Tom Jobim revolucionou a nossa música, com seu jeito descomplicado de cantar e tocar, sua voz calma e seu toque inconfundivel no piano. Sem Tom Jobim nossa música seria certamente mais pobre e triste.

Bom chega de falar, vamos comemorar o aniversário do Tom relembrando as suas canções, é a melhor forma de homenagear e agradece-lo por essa obra. Obrigado mestre por tudo, você faz muita falta.

Especial Globo News sobre Tom Jobim. Exibido: 13/12/2009



Tom Jobin e Vinícius de Moraes "Garota de Ipanema"

BB King

Postado por Daniel Argentino

1998 - Blues On The Bayou
Gênero: Blues


Escrever sobre BB King é sempre uma tarde prazerosa e ao mesmo tempo dificílima, sua música possui vida própria, ela por si só consegue mostrar e dizer o que o Rei do Blues representa.

“Blues On The Bayou” (1998) é um dos seus melhores trabalhos, começando pela produção, BB King levou toda sua banda para um estúdio remeto em Louisiana e lá durante 4 dias gravou essa obra prima do blues. BB King trouxe para o álbum canções novas e antigas, ele tentou reunir de certa forma seus 50 anos de carreira, algumas próprias e outras em que ele foi co-compositor. Outro ponto fascinante do álbum é que BB King e sua banda, dispensaram qualquer tipo de overdub, o que BB King tinha em mãos, era sua Lucille e boas canções. Destaque? Para todas as músicas, eu seria injusto se não falasse se tentasse falar música por música, por que certamente esqueceria algum detalhe. O rei conseguiu transmitir sua mensagem através delas, fazendo cada nota valer por mil, o álbum é empolgante do início ao fim, é sentimento puro. Não poderia também, deixar de citar os nomes dos músicos que estavam com BB King, segundo informações, é a mesma banda que o acompanhou por 10 anos, o entrosamento não poderia estar melhor. Leon Warren (guitarra); Melvin Jackson (saxofone); Stanley Abernathy, James Bolden (trompete); James Sells Toney (teclados); Michael Doster (baixo); Calep Emphrey Jr. (bateria); Tony Coleman (percurssão).

Bom vamos parar de conversa fiada. Baixe o álbum, aumente o som e deixe as notas do Rei do Blues te levar !!. Boa Audição !.

Track List

01. Blues Boys Tune
02. Bad Case Of Love
03. I'll Survive
04. Mean Ole' World
05. Blues Man
06. Broken Promise
07. Darlin' What Happened
08. Shake It Up And Go
09. Blues We Like
10. Good Man Gone Bad
11. If I Lost You
12. Tell Me Baby
13. I Got Some Outside Help I Don't Need
14. Blues In G
15. If That Ain't It I Quit



Site Oficial: Clique Aqui


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