terça-feira, 9 de março de 2010

A prolíficua carreira do genial Nels Cline, guitarrista do Wilco, nos campos da improvisação livre !!!

Postado por Vagner Pitta

Poucos fãs do Wilco, excelente banda americana de rock alternativo, sabem da trajetória do seu atual guitarrista e arranjador principal: o multifacetado Nels Cline. Poucos sabem, por exemplo, que Cline não começou sua carreira musical em uma banda de rock, mas sim no cenário da livre improvisação em Los Angeles, no final dos anos 70. Ora, sabemos que o termo e o estilo da “livre improvisação” ou “free improvisation” advêm da estética do Free Jazz, estilo de jazz cacofônico fundado pelo saxofonista Ornette Coleman nos anos 60, e Nels Cline, desde sua adolescência, passou à cultivar o gosto não só pelo rock da sua época – época essa que trouxe ao mundo a fúria e a frieza do punk, da new wave e do hardcore –, mas também foi atraído pelos ruídos e pela cacofonia dessa música totalmente improvisada que fora originada da experimentação jazzística. A sua primeira aparição como guitarrista e sideman, por exemplo, foi aos 22 anos no disco Openhearted, lançado em 1978 pelo vanguardista saxofonista Vinny Golia. Desde então, Cline já participou de mais de 70 discos – dentre os quais se destaca as suas colaborações com o saxofonista Tim Berne e a Liberation Music Orchestra, do contrabaixista Charlie Haden –, imprimindo uma carreira que aborda do free jazz à música experimental e ao noise, passando também pelo rock alternativo, pelo pop e pela country music.

Em seus mais de 30 anos de carreira, pode-se dizer que Nels Cline já alcançou sua merecida fama e prestígio por lançar trabalhos primorosos na área da improvisação de categoria denominada avant-garde. Nesse campo estritamente instrumental, o estilo de Cline é denominado por uma improvisação que ora pode soar totalmente livre e cacofônica, ora pode soar estruturada e melódica; assim como há discos onde suas criações soam ora jazzísticas e outrora imprimem uma roupagem mais “punk-rock”, psicodélica ou até noise mesmo, muitas vezes com o uso de efeitos eletrônicos ou manipulação eletroacústica. Atuando nessa linha de trabalho, um dos seus grupos que mais ficou conhecido pelo público e já foi amplamente exaltado pela mídia especializada, por exemplo, é o Quartet Music, com o baterista Alex Cline (seu irmão), o contrabaixista Eric Von Essen e o violinista Jeff Gauthier. Além desse quarteto, outro grupo de “free improvisation” que se solidificou e produziu trabalhos interessantes foi o Nels Cline Trio: com ele na guitarra, Mark London Sims no contrabaixo e Michael Preussner na bateria (posto que seria ocupado também pelos bateristas Bob Mair e Mike Watt). Mas Nels Cline já lançou outros trabalhos bem interessantes e oportunos com bandas, grupos e parcerias que não foram formados para se solidificarem ou que foram formados apenas ocasionalmente: é o caso dos trabalhos com o Acousti Guitar Trio (com três guitarras acústicas), a parceria com o guitarrista Thurston Moore (da legendária banda Sonic Youth) nos discos experimentais In-Store e Pillow Wand, bem como a parceria com o baterista Gregg Bendian no fantástico disco Interstellar Space Revisited: The Music of John Coltrane, uma releitura psicodélica da suite Interstellar Space, lançada pelo saxofonista John Coltrane em sua fase free jazz, pouco antes de falecer em 1967

Afora esses projetos instrumentais, vale lembrar que Nels Cline sempre foi bem antenado com bandas de rock alternativo que imprimem uma roupagem mais experimental e original: além de ter trabalhado com Thurston Moore, do Sonic Youth, ele tambem foi membro dos Geraldine Fibbers, banda de country-rock moderno fundada pela cantora Carla Bozulich. Com um currículo de experiências vastas e sua já conhecida versatilidade, em 2004 Nels Cline seria convidado para assumir o posto de guitarrista principal da banda Wilco que, inicialmente influenciada pelo country e folk, estabeleceu-se como uma das principais bandas do rock alternativo dos anos 90 e 2000. Ademais, a não perder está seu mais recente solo, o álbum Coward, lançado em 2009, com faixas inspiradas em suas principais influências: como as compositoras de jazz Carla Bley e Annette Peacock, o compositor erudito Steve Reich e camaradas como Thuston Moore e Jeff Gauthier, dentre outras influências.


Ouça no Farofa Moderna MTV: “Saturn” (do disco Interstellar Space Revisited, homenagem à John Coltrane lançada em 2001, em pareceria com o baterista Gregg Bendian), “Little Shaver” ( do disco Sad, lançado em 1998 com o Nels Cline Trio) e “Thurston County (faixa do disco Coward, de 2009, composta em homenagem à Thurston Moore). Ouça Aqui no Farofa Moderna MTV. Boa Viagem

segunda-feira, 8 de março de 2010

Iron Maiden anuncia novo álbum: “The Final Frontier”

Postado por Daniel

O Iron Maiden anunciou hoje o lançamento do 15º álbum e revelou detalhes sobre a turnê que a banda irá fazer nos EUA e Canadá. Sobre o álbum, ele está previsto para o segundo semestre de 2010 e que já foi batizado de “The Final Frontier”. O último álbum de inéditas lançado pela banda foi em 2006, "A Matter of Life and Death".

Um site da Bulgária dedicado ao Iron Maiden divulgou em primeira mão o provável track list do novo álbum. Porém de acordo com o site as informações ainda não foram confirmadas.

Abaixo segue a tabela com os prováveis títulos das músicas (divulgados pelo site).

(Clique na Imagem para Ampliar)

Sobre a turnê, a informação mais detalhada é sobre os shows nos EUA e no Canadá, que será realizada entre os dias 09 de Junho à 20 de Julho. No site oficial a banda divulga todas as datas da "The Final Frontier 2010 North American Tour". Depois a Donzela segue para a Europa, onde participará de alguns festivais e continuará a turnê, inclusive com alguns shows já marcados a partir de 30 de Julho. A idéia é ampliar a turnê para 2011, porém até agora não há nenhuma informação a respeito de possíveis shows na América do Sul.

Em uma entrevista recente, o vocalista Bruce Dickinson conta que a banda está trabalhando no set list para os shows de verão e que desta vez ele vai cobrir toda a história da banda e que estará tocando uma prévia do novo álbum. Bruce afirma que já pensaram sobre o projeto sobre o novo palco da Final Frontier Tour e do espetáculo que estamos preparando para levar a todos, portanto, essa turnê de verão será um pouco mais que um preview para os fãs. Certamente teremos um palco fantástico nesta tour, com um novo Eddie e um espetáculo de luz!.

Fonte: Whiplash

Bom creio que a turnê ainda irá demorar para chegar até nós. Todo caso a expectativa fica em torno do novo álbum. Será que a banda manterá a linha do "A Matter of Life and Death" ou não ? Será que a Donzela irá buscar uma inovação ?? Acho pouco provável isso. Façam suas apostas !!

Site Oficial: Iron Maiden

domingo, 7 de março de 2010

Dica de Filme: "The Godfather" (1972)

Postado por Daniel


Hoje o mundo inteiro está voltado para a maior festa do cinema, o Oscar. E nada melhor do que falar sobre um filme, que eu considero o melhor da história e que em 1973 teve seis indicações ao Oscar e levou três (Melhor Filme, Melhor Ator “Marlon Brando” e Melhor Roteiro Adaptado).

O filme é baseado no best-seller de Mario Puzo, ele que foi contratado pela Paramount para escrever o roteiro e que depois de pronto não foi usado, a produtora alegava que tal história não teria êxito naquele momento. Então Puzo lançou o roteiro em forma de livro e tempos depois o romance “The Godfather” se transformou em um best-saller, o que imediatamente chamou a atenção e o interesse da Paramount para produzir o filme. A ideia era ser fiel e mais popular que o livro de Puzo, o encaregado para tal tarefa seria o diretor Francis Coppola. A verba destinada a produção seria de apenas 2,5 milhões e para diminuir os gastos a ideia da produtora era de que o filme passaria na década de 70, o que seria diferente do livro. Coppola não concordou e batalhou para que o filme fosse ambientado nas décadas originais do texto de Puzo, portanto 40 e 50.

O elenco de todos os filmes da triologia são fantásticos, porém nesse primeiro o destaque é todo de Marlon Brando, que interpreta Don Vito Corleone, simplesmente o mafioso mais conhecido do cinema, uma interpretação digna de aplauso e que marcou sua carreira. A ideia de tê-lo como ator principal foi do diretor, mas não foi uma tarefa fácil, pois Brando carregava uma imagem de ator irresponsável e polêmico. Coppola era um visionário, deu o papel a Brando e escolheu o então desconhecido Al Pacino para o segundo papel mais importante do filme, o do Michael Corleone.

Como disse, o filme é uma triologia, o que eu estou postando hoje é a primeira parte, lançada em 1972. A segunda parte, lançada em 1974, é de certa forma dividida em duas histórias. Uma relata a continuação da Familia Corleone e os novos negócios. Em meio a isso, o filme conta a história de Vito Andolini (Don Corleone), porém vai na Sicilia para contar sobre sua infância, a vinda dos imigrantes para Nova York e como o Império Corleone começou a ser arquitetado. A terceira parte, lançada em 1990 e faz um flashback dos momentos vividos pela Familia Corleone e evidência claramente o rumo que a Familia tomou, uma das mudanças foi “Fundação Vito Corleone”, criada pelo seu filho Michael Corleone.

“The Godfather” é um filme que todos deveriam assistir pelo menos uma vez na vida, não só por sua importância, mais por ser um filme maravilhoso, com atores de auto nível e um roteiro que fez dele um clássico incomparável e inigualável.

Sinopse:

Como disse, a história desse primeiro filme, é baseada no romance de Mario Puzo. Don Vito Corleone (Marlon Brando) é o chefe de uma “familia” de Nova York. O momento é de pura felicidade, pois sua filha Connie se casou com Carlo. Mas durante a festa, Bonasera está no escritório de Don Corleone pedindo que a justiça fosse feita contra membros de uma quadrilha, que espacaram sua filha por ela ter se recusado a fazer sexo e assim preservando sua honra. Don Corleone questiona a forma como Bonasera faz o pedido, porém promete que os homens que maltrataram sua filha, serão severamente castigados. Antes de sair, Don Corleone deixa claro que algum dia poderá chamar Bonasera para que o “favor” seja devolvido.

Do lado de fora, no meio da festa, está o terceiro filho de Vito, Michael (Al Pacino), um capitão da marinha muito decorado que há pouco voltou da 2ª Guerra Mundial. Universitário educado, sensível e perceptivo, ele quase não é notado pela maioria dos presentes, com exceção de uma namorada da faculdade, Kay Adams, que não tem descendência italiana mas que ele ama. Em contrapartida há alguém que é bem notado, Johnny Fontane, um cantor de baladas românticas que provoca gritos entre as jovens que beiram a histeria. Don Corleone já o tinha ajudado, quando Johnny ainda estava em começo de carreira e estava preso por um contrato com o líder de uma grande banda, mas a carreira de Johnny deslanchou e ele queria fazer uma carreira solo. Por ser seu padrinho Don Corleone foi procurar o líder da banda e ofereceu 10 mil dólares para deixar Johnny sair, mas teve o pedido recusado. Assim, no dia seguinte Don Corleone voltou acompanhado por Luca Brasi, um capanga, e após uma hora ele assinou a liberação por apenas mil dólares, mas havia um detalhe: nas "negociações" Luca colocou uma arma na cabeça do líder da banda. Agora, no meio da alegria da festa, Johnny quer falar algo sério com Don Corleone, pois precisa conseguir o principal papel em um filme para levantar sua carreira, mas o chefe do estúdio, Jack Woltz, nem pensa em contratá-lo. Nervoso, Johnny começa a chorar e Don Corleone, irritado, o esbofeteia, mas promete que ele conseguirá o almejado papel. Enquanto a festa continua acontecendo, Don Corleone comunica a Tom Hagen (Robert Duvall), seu filho adotivo que atua como cosiglerie, que Carlo terá um emprego mas nada muito importante, e que os "negócios" não devem ser discutidos na sua frente. Os verdadeiros problemas começam para Don Corleone quando Virgil Sollozzo, um gângster que tem apoio de uma família rival, encabeçada por Phillip Tattaglia e seu filho Bruno. Sollozzo, em uma reunião com Don Corleone, Sonny e outros, conta para a família que ele pretende estabelecer um grande esquema de vendas de narcóticos em Nova York, mas exige permissão e proteção política de Don Corleone para agir. Don Corleone odeia esta idéia, pois está satisfeito em operar com jogo, mulheres e proteção. O que parece um caso simples de se resolver, passa a ser apenas uma ponta do iceberg e que irá encadear uma luta sangrenta e sem precedentes para as “Famílias”.

Ficha Técnica:

Titulo Original: The GodFather
Titulo no Brasil: O Poderoso Chefão
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 157 min
Ano de Lançamento: 1972
Estúdio/Distrib.: Paramount Pictures
Direção: Francis Coppola
Música: Nino Rota

Elenco:

Marlon Brando (Don Vito Corleone)
Al Pacino (Michael Corleone)
Robert Duvall (Tom Hagen)
Diane Keaton (Kay Adams)
Richard S. Castellano (Peter Clemenza)
James Caan (Santino "Sonny" Corleone)
Sterling Hayden (Capitãoo McCluskey)
Talia Shire (Connie Corleone Rizzi)
John Marley (Jack Woltz)
Richard Conte (Emilio Barzini)
Al Lettieri (Sollozzo)
Abe Vigoda (Sal Tessio)
Gianni Russo (Carlo Rizzi)
John Cazale (Frederico "Fredo" Corleone)
Morgana King (Mama Corleone)
Lenny Montana (Luca Brasi)
Alex Rocco (Moe Greene)
Tony Giorgio (Bruno Tattaglia)
Victor Rendina (Phillip Tattaglia)
Salvatore Corsitto (Bonasera)
Al Martino (Johnny Fontane)

Ficha Técnica (Arquivo)

Tamanho: 2.05 Gb
Formato: DVDRip
Aúdio: Inglês
Legenda: Português
Servidor: Megaupload
Créditos Link: Castor Downloads e Achei Downloads.

- (PARTE 1)

- (PARTE 2)

(PARTE 3)

- (LEGENDAS)

"The Godfather" (Cena Inicial)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Third World Love

Postado por Daniel








Ouça a música: "A Touch of Tahini" (Third World Love)

2006 - Sketch of Tel Aviv
Gênero: Jazz/Latin Jazz/Fusion/African


Creio que muitos aqui já conhecem o Third World Love, pois já faz algum tempo que postei um álbum deles no blog.

Para quem não conhece, a banda tem como base na formação três músicos israelenses, Avishai Cohen (trompete), Yonatan Avishai (piano) e Omer Avital (baixo). Ambos foram para Nova Iorque onde mergulharam literalmente no mundo do jazz. Em 2004 o musico nova-iorquino Daniel Freedman (bateria) se juntou ao trio em Barcelona para uma turnê, foi a partir desse ponto que o quarteto despontou para o cenário jazzístico.

“Sketch of Tel Aviv” é mais um trabalho que confirma a qualidade e a criatividade desses músicos. A sonoridade como sempre é riquíssima, uma fusão entre a música do Oriente Médio, Africana, Latina e o Jazz Americano. Tudo isso na mais perfeita sincronia. Porém nesse trabalho é possível notar alguns toques diferenciado como por exemplo, na música “A Touch of Tahini”, que começa com uma introdução feita pelo baixista Omer Avital e que tem um toque de influência judaica e que flerta com a música latina. É maravilhoso. Na segunda faixa – “Sketch of Tel Aviv” – o cenário é um pouco diferente, o toque agora é digamos americanizado, uma forte influência do jazz que é reforçada por solos de trompete e flerta diretamente com o funk. Parece coisas inusitadas, mais essa é a grande carta na manga do Third World Love, a improvisação sem limites. O trompete de Avishai Cohen soa avassalador em “Suite African 2”, porém longe de solos estonteantes, o que se percebe são notas precisas, porém curtas e acompanhamento da banda deixa o clima propício para que o trompetista improvise. “Hareshut” começa com uma introdução solo feita por Omer Avital no oud. No decorrer da música é notável a influência da música oriental e também vale ressaltar a participação do cantor e compositor israelense Eviatar Banai nos vocais. A faixa seguinte é um show a parte do trompetista Avishai Cohen. “S'ai N'wai” dura pouco mais de 11 minutos, começa com uma introdução solo do trompetista, mais logo os demais músicos o acompanham. Não sei bem ao certo como definir essa música. No mais o que chama atenção é a participação dos músicos, destaque para apresentação impecável do pianista Yonatan Avishai. A faixa “Horizon” é curiosa por uma motivo, o vocalista (que eu não sei quem é) faz lembrar o jeitão de cantar do Chet Baker, porém cantando em hebraico, imagine a cena (risos). Com certeza quando você ouvir vai notar a semelhança. “Suzanna” tem uma clima mais cadenciado, diria que é a música balada do álbum, o piano coeso e ditando o ritmo e ao fim um instrumento com uma sonoridade eletrônica, bem interessante por sinal. Por fim “Three Four”, que na minha opinião encerra esse belíssimo trabalho de maneira digna.

Quem nunca ouviu o som do quarteto Third World Love, com certeza tem tudo para se surpreender, como se não bastasse esse conjunto maravilhoso de influências fazendo com que o som seja algo único e criativo, a banda ainda tem um outro pensamento que certamente ajuda e muito, cada músico é o líder do quarteto e todos tem a sua parcela no projeto, de alguma forma, desde o repertório até a produção. Isso conta e muito para esse sucesso mais do que merecido. Boa Audição !

Track List

01. A Touch of Tahini
02. Sketch of Tel Aviv
03. Suite African #2
04. Hareshut
05. S'ai N'wai
06. Horizon
07. Suzanna
08. Three Four (Not a Jazz Tune)

Omer Avital: Baixo,Oud
Avishai Cohen: Trompete
Yonatan Avishai: Piano, Fender Rhodes
Daniel Freedman: Bateria,Percussão
Eviatar Banai: Vocal (Faixa 6)



Site Oficial: Third World Love

quinta-feira, 4 de março de 2010

Projeto: Os 50 Melhores Álbuns da Década (Parte 5)

Postado por Daniel


O projeto "Os 50 Melhores Álbuns da Década” infelizmente chegou ao fim. Hoje estarei apresentando a quinta e última parte para vocês. Nós esperávamos uma interação maior dos leitores, principalmente com opiniões e sugestões. Mais independente disso, espero que todos tenham gostado e aproveitado essa oportunidade para conhecer cantores, bandas ou até mesmo estilos diferenciados.

Aproveito para agradecer o Rafhael Vaz por ter me apresentado a idéia e a todos os blogueiros participantes, foi muito bom poder trocar tais informações. No mais já deixo avisando que estou pronto para o próximo projeto hein (risos).

Blogs Participantes:

Daniel Argentino - Jazz e Rock
Rafhael Vaz - Música & Cerveja
Emmanuela - Here Comes The Zombie
Luiz - Night Diving
Arthur Vaz - Extravasando Ideias

Confira todas as partes do Projeto.

Introdução + Parte 1 Clique Aqui
Parte 2 Clique Aqui
Parte 3 Clique Aqui
Parte 4 Clique Aqui


Reffer - Interference (2001)
indicado por Rafhael Vaz

Download Clique Aqui

Um trabalho muito a frente de sua época, Reffer conseguiu em seu primeiro e único álbum, ser considerada por muitos como a melhor banda de hardcore do cenário nacional. Sendo exagero ou não, nenhuma banda consegue tal status em tão pouco tempo a toa. Liderada pelo sempre competente guitarrista e vocalista Philippe Fargnoli (hoje guitarra do Dead Fish), Reffer faz neste disco um som fora dos padrões brasileiros, de audição obrigatória para quem acompanha a cena de hardcore brasileira.

Thrice - The Artist in The Ambulance (2003)
indicado por Rafhael Vaz

Download Clique Aqui

Vocal alternando entre o suave e o berro conforme manda a melodia, instrumentais com peso do começo ao fim com solos e riffs velozes completando o cardápio. Rock, peso, melodia, berros e belas letras, resumindo é o que encontramos neste belo disco. E o melhor é que o som soa limpo, conseguimos ouvir cada instrumento durante todo o disco, mesmo nas partes mais explosivas. Rock da melhor qualidade!!

Mad Caddies - Just One More (2003)
indicado por Rafhael Vaz

Download Clique Aqui

Levando em consideração apenas a 3° onda do ska, Mad Caddies é sem dúvida a minha banda preferida. Imprevissíveis como em toda sua discografia, em Just One More eles mostraram todas suas influências, ska, punk, pop, folk, reggae e algumas maluquices, com destaque ao vocalista Chuck Robertson, com um vocal bem limpo que se adapta à qualquer gênero que a banda se arrisque a tocar. Um ótimo trabalho, talvez o melhor deles.

Limp Bizkit - Chocolate Starfish and The Hot Dog Flavored Water (2000)
indicado por Luiz

Download Clique Aqui

Simplesmente empolgante, não tem como não ouvir este álbum e não querer pular. Toda a fórmula básica do Limp Bizkit é levada ao máximo com a criatividade do guitarrista Wes Borland e as letras cheias de críticas alheias e palavrões do vocalista Fred Durst. Na minha opinião é o auge do grupo e um dos álbuns que mais ouvi em toda a minha vida.

Nine Inch Nails - With Teeth (2005)
indicado por Luiz

Download Clique Aqui

Trent Reznor é foda até sóbrio. Mais uma obra de arte em que você sente todo o cuidado para produzir e todo sentimento do tio Trent. Quanto mais eu escuto esse álbum mais eu fico impressionado com a criatividade deste senhor.

Reel Big Fish - Our Live Album is Better Than Your Live Album (2006)
indicado por Emmanuella

Download Clique Aqui - (Disco I)
Download Clique Aqui - (Disco II)

Eu não sei se podia incluir álbuns ao vivo na lista, mas eu não podia MESMO deixar esse de fora. Essa pérola reúne 38 faixas de Reel Big Fish no melhor de sua performance e, melhor do que tocar com a mesma perfeição do estúdio, é a interação com o público. Cada vez que ouço esse álbum é como se fosse a primeira, é impossível deixar de rir com as piadinhas e trocadilhos infames daqueles malucos.

Anti-Flag - The Bright Lights of America (2006)
indicado por Emmanuella

Download Clique Aqui

Se algum "fã" de Anti-Flag topar com essa lista, provavelmente me xingou agora; afinal esse álbum é conhecido como "o momento em que o A-F se vendeu". Não ligo, eu ainda sou da opinião de que se você tem oportunidade de fazer com que a sua música seja mais divulgada, de forma que mais pessoas possam ouvir à sua mensagem, agarre-se a ela. A intenção é essa, não é? Qual é o sentido em se ter um monte de ideias legais pra meia dúzia de pessoas conhecer? De qualquer forma, de todos os álbuns do A-F, esse é o que eu acredito ter as melhores letras - afinal, indiferença é uma coisa que machuca a todos, não é mesmo?

Oasis - Dig Out Your Soul (2008)
indicado por Emmanuella

Download Clique Aqui

Gosto de Oasis sim, acho absurdo ter que me justificar (haha). Tá na lista por diversos motivos: foi o último da banda, tá uma viagem total numa onda psicodélica drug-free, composições quase não-monopolizadas por Noel Gallagher (único defeito do álbum) e um marco histórico pro Oasis: uma música de autoria do Liam que é realmente boa! (eu tiro mesmo, ainda tô com raiva.)

Ringo Ska - Betolzkahitoparat (2009)
indicado por Emmanuella

Download Clique Aqui

Ninguém conhece essa banda, ninguém nunca ouviu falar nesse álbum, mas ele tá na minha lista pelo simples motivo de ser a realização de um sonho pessoal meu. Como beatlemaníaca que curte um Ska de vez em sempre, constantemente me perguntava quando uma dessas bandas superdivertidas faria um cover qualquer de Beatles pra eu ver se ficaria legal. Daí topei com essa Ringo Ska da Alemanha e seu álbum todo de covers, e tirei minha dúvida: ficou realmente muito legal. Recomendo!

The Littlest Man Band - Better Book Ends (2004)
indicado por Emmanuella

Download Clique Aqui
Créditos: Sobame La Gaita

Quem é fã de Reel Big Fish muito provavelmente já ouviu falar do The Littlest Man Band. Foi um projeto paralelo de curta duração do trompetista/guitarrista/vocalista Scott Klopfenstein, e não tem absolutamente nada a ver com o que ele faz no RBF. O The Littlest Man Band foi uma banda de jazz/piano rock, onde Scott mostrou um lado sério e maduro que não conhecíamos. É um álbum intenso e recomendado para todos que curtam o estilo, independente de gostar ou não de RBF.

terça-feira, 2 de março de 2010

Loreena McKennitt

Postado por Daniel

Por Marcello Lopes

O cd Nights from the Alhambra é a celebração da música em todas suas cores e texturas.

Loreena McKennitt consegue aliar a cultura celta com elementos da música oriental, acrescentando um toque clássico e utilizando instrumentos nem sempre conhecidos do público ocidental como o oud e a tabla.

Fora isso, todos os seus álbuns são produtos de extensas pesquisas, viagens e meditações em lugares exóticos, basta ouvir seu primeiro álbum Elemental, onde ela musicou alguns poemas de Yeats e Blake, em outros álbuns são os poemas de Tennyson e Shakespeare que ganham harmonia musical.

Outro exemplo da intensa pesquisa para músicas de seus álbuns, Loreena viajou até a Espanha para ler documentos sobre a história do país e da religião católica e sua influência no mundo árabe e vice-versa, dessa viagem nasceu o álbum The Mask and The Mirror.

Nesse cd estão as melhores músicas (difícil escolha, já que todas pra mim são sensacionais) interpretadas com muito mais vigor e energia por se tratar de uma apresentação ao vivo. Loreena se cerca de músicos de primeira qualidade como Caroline Lavelle e Hugh Marsh e os sons que nos chega do concerto nos remete aos grandes agrupamentos árabes, com suas especiarias, seus vendedores disputando cada centímetro do shouk ou mercado em árabe, em outras canções somos levados à terras celtas como Stolen Child e Bonny Portmore, que aliás faz parte da trilha sonora de Highlander 3, o filme Brumas de Avalon conta com a música All Souls Night.

O local para o show foi escolhido pela sua relevância na história mundial, bem como na história de árabes, católicos e judeus, o Palácio onde ocorre o concerto foi construído 30 anos após a queda do poder mulçumano na Espanha, e é considerado um símbolo do poder católico na Espanha.

Um álbum para se ouvir com a mente e o coração aberto, livre para sentir cada nota, cada sutileza harmônica que Loreena é capaz de extrair de suas canções.

2007 - Nights From The Alhambra
Gênero: Celta



CD1

01. The Mystic's Dream
02. She Moved Through The Fair
03. Stolen Child
04. The Mummers' Dance
05. Penelope's Song
06. Marco Polo
07. The Bonny Swans
08. Dante's Prayer
09. Caravanserai

CD2

01. Bonny Portmore
02. Santiago
03. Raglan Road
04. All Souls Night
05. The Lady of Shalott
06. The Old Ways
07. Never-Ending Road (Amhrаn Duit)
08. Huron 'Beltane' Fire Dance
09. Cymbeline

(ATUALIZADO)

Loreena McKennitt "Marco Polo" (DVD Nights From The Alhambra)



Site Oficial: Loreena McKennitt

segunda-feira, 1 de março de 2010

Miles Davis

Postado por Daniel








Ouça a música: "Deception" (Miles Davis)

1950 - Birth Of The Cool
Gênero: Jazz/Cool Jazz


É impossível falar de jazz sem ao menos tocar no nome do trompetista Miles Davis. Existe uma ligação que está muito além do nosso entendimento, um completa o outro, é algo raro no meio musical, sendo que isso está reservado apenas a um grupo seleto, aonde Miles Davis ocupa um lugar de honra. “Birth of The Cool” é mais uma prova disso. Aproveito para agradecer mais uma vez o Edison Junior por outra contribuição fantástica.

Que Miles Davis revolucionou o jazz, isso não é novidade. Se o cool jazz existe hoje foi por causa do trompetista. Essa vertente do jazz é caracterizada por ser associada a músicas mais cadenciadas e curtas com notas melódicas e um tom de melancolia. Mais como toda regra tem a sua exceção, com o tempo o próprio Davis se encarregou de fazer adaptações ao gênero.

“Birth of the Cool” (Nascimento do Cool) é a primeira obra-prima e foi lançado quando Davis tinha apenas 24 anos, não precisa dizer que o álbum entrou para a história do jazz né. Anos antes Miles estava no quinteto do saxofonista Charlie Paker, porém como todo gênio, o trompetista buscava novos desafios, foi então que em meados de 1947, ele montou o seu próprio grupo e assim pode trabalhar em novos experimentos. O álbum foi gravado em três sessões durante janeiro de 1949 e março de 1950. Na ocasião apenas Miles Davis e os saxofonistas Gerry Mulligan e Lee Konitz participaram das três sessões. A formação do noneto contava com o excelente baterista Max Roach, além do também baterista Kenny Clark, o trombonista J.J Johnson, o pianista John Lewis, entre outros. O pianista Gil Evans tem uma grande parcela nessa obra-prima, principalmente na produção e juntamente com Mulligan e John Lewis nos arranjos.

Miles Davis é um revolucionário nato, provou que poderia ir além e inovou, seu trompete soava diferente e com isso encontrou uma nova maneira de expressar seus sentimentos, agora cada nota era breve e não mais em um ritimo frenético, elas eram melódicas, suaves e continuam sofisticadas. Apesar de trazer um pouco do bebop, Miles utilizou como quis e deu a forma que achou necessário para que seu novo experimento ficasse ao seu gosto. Outro ponto que vale ressaltar é em relação ao tempo das músicas, no cool jazz a redução é significativa, porém a genialidade de Davis permite a sua adaptação e o controle do tempo.

“Birth of The Cool” é um álbum obrigatório para todos os amantes do jazz e admiradores do trompetista Miles Davis. Boa Audição !

Track List

01. Move
02. Jeru
03. Moon Dreams
04. Venus de Milo
05. Budo
06. Deception
07. Godchild
08. Boplicity
09. Rocker
10. Israel
11. Rouge
12. Darn That Dream (voc, Kenny Hagood)



Site Oficial: Miles Davis

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Avishai Cohen

Postado por Daniel








Ouça a música: "Morenika" (Avishai Cohen)

Avishai Cohen figura entre os maiores músicos de jazz da atualidade, com uma sonoridade única, ele consegue transmitir toda uma cultura atráves da sua música. Cohen é sem dúvida um dos grandes expoentes de Israel no meio jazzistico e tem sido reconhecido mundialmente por isso.

Avishai Cohen nasceu em Tel Aviv e teve a oportunidade de ganhar uma bolsa para estudar na “Berklee College of Music”, a maior e mais conceituada faculdade de música do mundo. Em 1977 ficou entre os três melhores trompetistas na competição “Thelonious Monk”. Durante a sua carreira, Cohen tem participado de vários projetos e um dos melhores – que eu conheço – é o quarteto “Third World Love”, aonde toca ao dos músicos israelentses Yonatan Avishai (pianista), Omer Avital (baixista) e do nova-iorquino Daniel Freedman.

“Aurora” (2009) é o seu trabalho mais recente lançado pelo selo Blue Note. Conseguir descreve-lo em palavras é uma tarefa complicada. Tudo por que Cohen apresenta algo inimaginável. A sonoridade é riquissima, parece tudo perfeitamente encaixado, cada detalhe, música por música e sem falar nas várias influências músicais contidas no álbum. Todas as músicas são cantadas por Cohen, em uma mistura entre o hebraico, espanhol e inglês e conta com a participação da cantora Karen Malka. Na primeira audição pode soar complicado e intrigante, mas com o decorrer você passa a ser levado pelo clima das músicas. O contra-baixo de Cohen entoa cada nota de maneira única, porém não esperem um vocalista de alto nível (risos). Cohen ainda toca piano e está acompanhado dos músicos Amos Hoffman (oud) e Itamar Douari (percussão).

Apesar de ouvir várias vezes o álbum é complicado descrevê-lo em palavras. Mas o que posso dizer é que o Cohen fez um trabalho único e diferenciado, conseguir aliar o jazz com influências músicais do Oriente é sem dúvida o seu grande mérito. Com isso Cohen prova por que é um dos músicos mais inovadores no meio jazzistico, seu instrumento músical fala por si e apesar de muitas vezes não entender a letra, a troca de sentimentos que a música proporciona é intensa. No mais é só baixando e ouvir. Não cabe mais palavras.

Boa Audição. E não deixe comentar. Quero saber a opinião de cada um, depois de ouvir álbum inteiro.

2009 - Aurora
Gênero: Jazz



Track List

01. Morenika
02. Interluce in C Sharp Minor
03. El Hatzipor
04. Leolam
05. Winter Song
06. Its Been So Long
07. Alon Basela
08. Still
09. Shir Preda
10. Aurora
11. Alfonsina Y El Mar
12. Noches Noches, La Luz



Avishai Cohen - "Leolam" ( Live at Enghien Jazz Festival, 2009 )


Avishai Cohen - "Aurora" ( Live at Enghien Jazz Festival, 2009 )


Site Oficial: Avishai Cohen


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